sábado, 22 de dezembro de 2007

DANÇA DO VENTRE É TUDO!

Antes de falar sobre a dança do ventre, gostaria de acabar com o preconceito a respeito desta forma bela de arte. É aquela idéia de “dança mais sensual do planeta”. Não que a dança do ventre não seja sensual, mas é que ela não é apenas isso, senão vejamos:
- É uma atividade física completa, perfeitamente adaptada para o corpo da mulher e, que movimenta todos os músculos do corpo, da cabeça até a ponta dos pés;
- É uma atividade terapêutica, já que trabalha o aspecto emocional e com a auto-estima;
- É uma forma de manter a saúde mental, pois desenvolve a memória, a concentração, a imaginação e a criatividade;
- É uma maneira de entreter e alegrar as pessoas, tanto em festas familiar-profissionais, quanto em espetáculos;
- É uma forma de arte, pois permite a dançarina expressar-se e trabalhar com a sua emoção, bem como a emoção do espectador;
- É um resgate histórico-cultural, já que conserva viva a cultura árabe, bem como algumas danças folclóricas árabes;
- É uma forma de auto-conhecimento, físico e emocional;
- E, por último, tem um aspecto místico-religioso, com toda a simbologia espiritual.
À vista do explicado acima, espero que o leitor compreenda o porquê do título – Dança do Ventre é Tudo! Além disso, a dança do ventre é uma modalidade em que sempre há mais por aprender. Depois que a aluna aprende os passos básicos, vêm os intermediários e os acessórios: véu, bengala, espada, etc. É uma evolução, é uma jornada sem fim – mas muito prazerosa.
A origem da dança do ventre é muito antiga, anterior à escrita, por isto é difícil precisar onde e quando surgiu. Os movimentos ondulatórios que devam origem à dança do ventre são uma espécie de glorificação da fertilidade e da procriação. É importante lembrar que, antes de um conceito de um Deus (conceito judaico-cristão), havia a idéia de Deusa – mãe criadora da vida, isto há muito tempo atrás na época das sociedades matriarcais, nesta época surgiu a dança do ventre, provavelmente na civilização suméria.O grande berço da dança do ventre, contudo, é o antigo Egito, com as danças religiosas feitas nos templos pelas sacerdotisas, em honra aos deuses egípcios. Com a conquista do Egito pelos árabes, cerca de 650 d.C., a dança foi incorporada à tradição popular. De lá para cá, a dança do ventre sofreu diversas influências: de ciganos, hindus, beduínos, tuaregues, e até dos russos. Hoje em dia, a dança do ventre é uma fusão de todos esses elementos, e mais alguns. No ocidente, a dança do ventre surgiu em 1893, na Feira Mundial de Chicago, nos Estados Unidos, e foi um escândalo para a época. De lá para cá, a dança do ventre espalhou-se por todo o mundo, e hoje existem excelentes dançarinas em todos os países. Para quem quiser aprofundar-se sobre o assunto, indico:
- BENCARDINI, Patrícia, Dança do Ventre, Editora Novotexto.
- CENCI, Cláudia, A dança da Libertação, Editora Vitória Régia.
- NÍJME ,Ventre que Encanta, Edição do Autor.
- SHÂMS, Mayra, Dança do Ventre e sua Face Terapêutica, Edição do Autor.
Para finalizar, gostaria de mandar, a todos os apreciadores da dança do ventre, muita luz e muita paz. Para as mulheres que estão começando a dançar, um conselho – não desistam!
Texto de Aziza Mahaila.
Para informações sobre aulas ou apresentações, ligue
(41) 9125-9219

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