A DANÇA DO VENTRE NA MINHA VIDA - texto da aluna Ana Paula Oliveira Nascimento

Poderia escrever linhas e linhas sobre a dança do ventre, esta dança que nos transporta para um mundo mágico, nos faz sentir vivas, a sensação de estar mais feliz, dança cheia de paixão, olhares, respiração, mãos e pernas que até parecem aparelhos musicais, de onde saem as mais encantadoras sinfonias, mas vou descrever apenas o meu sentimento por esta dança.
A dança do ventre faz aumentar meu amor próprio, me sinto feliz, linda, é um momento onde tiro todos os personagens que temos que vestir no dia a dia.
Ao acordar sou a mãe que acorda cedo, preocupada se seu filho vai tomar o café da manhã antes de ir para a escola, e se o dia dele vai ser bom, se vai se sentir bem durante o dia todo, entre outras preocupações do maravilhoso MUNDO DE SER MÃE.
Ao chegar ao trabalho lá vem mais um papel, A PROFISSIONAL, cumprir horários, estar sempre atualizada, satisfazer as expectativas de clientes e patrões, ser uma boa colega de trabalho, trabalhar em harmonia, e nesse meio tempo vem o papel da FILHA, ligar para a mãe e o pai para saber como estão, se estão precisando de algo, afinal quando crescemos os pais quase viram nossos filhos, e é nossa vez de se preocupar com eles.
Ainda tem o papel da amiga, sabe aquele dia que você olha para o rostinho das suas amigas e percebe que há algo estranho, ou até uma voz tristinha ao telefone? Então aí entre o papel da MELHOR AMIGA, e mesmo sem saber muito qual conselho dar, tem que dizer uma palavra amiga.
Bom, assim vão seguindo os dias de qualquer pessoa normal, assim é meu dia, os maravilhosos papéis de mãe, filha, profissional, dona de casa, amiga, etc... Mas agora conheci um mundo onde eu sou simplesmente ... EU..., momento em que eu olho melhor para mim, onde eu me conheço, onde cada pedacinho de mim vai ser lembrado a cada movimento, um momento onde me dedico a cada centímetro de mim, meus pés, meus braços, meus cabelos, olhar, sorriso, como disse, cada pedacinho é contemplado.
A dança do ventre acalma minha alma, onde minha mente e meu corpo entram em sincronia, e naquele momento eu sou simplesmente EU, apaixonadamente EU, orgulhosamente EU, porque a dança do ventre alimento o meu EU.

Obs.: gente, que texto maravilhoso! Ana Paula, amei o texto, parabéns e obrigada!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

INFLUENCIAS ARABES NO BRASIL - Texto de Patricia Bencardini

COMPOSIÇÃO COREOGRÁFICA NA DANÇA DO VENTRE - TEXTO DE MELLISSA MEL

Dança do ventre - principais dúvidas