TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO "A DANÇA DO VENTRE E SUA FACE TERAPÊUTICA"

Meninas, este texto foi extraído do livro "A dança do ventre e sua face terapêutica", da dançarina e professora Mayra Shãms. Muito interessante para quem faz dança do ventre, ou está começando.

'I - Elimine a autocrítica de seu caminho, não se compare a ninguém, pois sendo você gorda, trabalhe seus valores e auto-aceitação. Ame-se, lute para ser feliz (a dança emagrece).
Não se acha bonita? Trabalhe a sua força interior. Reformule seus conceitos. Lembre-se de que a busca de aprovação e reconhecimento exterior, não a satisfará, mesmo que conviva com um grande número de pessoas.
Acha-se velha? Veja que o tempo é ilusão. A dança rejuvenesce, pense nisto! Que morram as células velhas, que nasçam as novas, que meu corpo se rejuvenesça, quanto mais madura, mais expressão a mulher coloca em sua face.
Não realizou um movimento? Cada pessoa tem seu ritmo, um bloqueio a vencer e despertar interno, tente quantas vezes forem necessárias. Viu-se a dificuldade do outro, não exalte a sua personalidade. Busque o equilíbrio!
...
III - Atenção à denominação que damos às roupas que dançamos. Muitas vezes não é correto dizer que nossos trajes são fantasias, dá um tom carnavalesco.
IV - Confie na sua professora, por seu trabalho e experiência. A aula deve ser dinamizada contendo sempre trabalho de equipe e comunicação sincrônica. Enfim, improvisos e musicalidade fazem parte desta constante.
V - A dança do ventre não dá barriga. Ela define de forma linear.
VI - Não busque a dança somente para seduzir um homem, o poder de sua felicidade está em você, não no outro. Mudanças internas despertam a curiosidade e a vontade de se estar próximo, afinal o igual se encontra por aí com muita facilidade. É claro que você pode dançar para ele e eu pergunto:
Ele é especial? Então vá adiante! Discordo somente da autovalorização do ego que sai por aí seduzindo pessoas e mantendo-as como reféns e escravos.
VII - Cuidado para não parecer vulgar. Sendo uma arte milenar, que mostra o âmago da mulher em toda sua plenitude, compõe-se de delicadeza e sensualidade. Não deve ser confundida com sexualidade e erotismo. A dança já tem o seu poder essencial.
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X - Estar aberta ao novo é o primeiro passo para o bom aprendizado. Leia, pesquise o que outras bailarinas dizem, filtre o que lhe sirva, observando que cada pessoa tem sua própria vivência, o seu talento especial imutável e a sua maneira de exteriorizá-la.
XI - Repartir sua energia e harmonizar-se com o grupo também é importante. Você não somente dá, mas também soma com os membros da mesma equipe.
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XIV - Movimentos que você tem dificuldades em realizar ou de acompanhar não devem ser forçados. Deixe que fluam gradativamente. Suas estruturas já estão formadas e dentro da dança existe uma infinidade de movimentos de fácil adaptação.
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XVII - Alcance a maestria, com vigilância, observação e análise, pois cada fato ocorrido denota uma mutação em você. O universo está sempre em transformação e a energia em movimento. Tudo gira em círculos, para frente, para o seu crescimento. Tenha certeza de que há uma linha de sincronicidade para que um fato bom possa ocorrer em experiências que você possa achar ruins. Simplesmente sorrie e quebre qualquer esfera negativa, com a sua confiança e certeza de que não está só.
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XXVI - Sendo altamente terapêutica, a dança do ventre pode ser praticada por mulheres de qualquer idade ou sem medidas ideais. Para o grupo de mulheres que ousam descobrir-se e conhecer-se profundamente, não sendo necessário um padrão estabelecido pelo mundo exterior, tal como beleza perfeita, o objetivo é a expansão natural do magnetismo, trabalhando-se o interior e o despertar da Deusa oculta no âmago do seu ser (o renascimento da feminilidade integrada com ascenção) com o trabalho, você pode tornar-se tudo o que quiser ser.
O fundamental é que cada pessoa entre em contato com o seu pulsar interno.
Ao contrário do que muitos de vocês possam ver ou assistir por aí, esta dança não tem o propósito de mostrar a lascívia do corpo em movimentos lânguidos ou arrojados. Feito isso, você pode tornar-se uma bailarina independentemente da idade que tenha."

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