Bem, esta é uma questão muito importante. Veja só, ninguém se faz sozinho, nem vive sozinho no mundo. O ser humano é um ser social. Dependemos uns dos outros, e só aprendemos e crescemos com as trocas de conhecimento e de emoções. Na dança, não é diferente. Para aprendermos a dançar, passamos por diversas professoras. Também temos muitas colegas quando estamos aprendendo a dançar. Se, por acaso, nos profissionalizamos, passamos a ter colegas de profissão. E, às vezes, o bicho pega!
Imagine só a situação: você é aluna, e sua escola vai fazer uma apresentação. O que se espera de você e de suas colegas? Em primeiro lugar, é óbvio, participar dos ensaios e decorar a coreografia. Mas, e na hora da apresentação? Se a sua colega está muito nervosa, prestes a desmaiar, você ignora o sofrimento dela? Ou vai lá dar um apoio moral? Pense nisso: poderia ser você, necessitando de um ombro amigo. Outra situação: sua colega precisa de ajuda na hora de colocar o figurino. Você vai ficar penteando o seu cabelo um milhão de vezes? Ou vai auxiliar a colega? Mais uma vez: coloque-se no lugar dela. Quando todas brilham, é muito mais bonito de se ver. Lembre-se, sempre, de que vocês formam uma equipe.
E quando falamos em dançarinas profissionais? Aí fica tenso! Veja só as tretas:
- Fulana diz que Sicrana não dança nada, e que não tem respeito pelas tradições da dança do ventre.
- Beltrana fala que o estilo x é horrível, que as bailarinas que dançam nesse estilo são péssimas.
- Sicrana afirma que só ela sabe tudo sobre dança.
- Fulana acha que a dança do ventre só pode ser dançada por mulheres, nunca por homens.
- Beltrana é contra todas as outras bailarinas, acha que só ela é a melhor de todas, e que não tem espaço para mais ninguém.
Todos nós temos nossas preferências e nossos gostos particulares. A bailarina que, para mim, é maravilhosa, pode não ser a sua preferida. O estilo que, para mim, é estranho, pode ser o que você ama. O que não se pode fazer é denegrir as outras bailarinas, principalmente nas redes sociais. Observação: neste caso, estou falando de bailarinas profissionais, e não daquelas que fazem três meses de aula e já acham que são profissionais, está claro? Sabemos que a arte da dança do ventre exige um estudo de anos, como já falei em outras postagens, neste mesmo blog.
Lembra aquela famosa frase: "ninguém larga a mão de ninguém"? Pois então, tenhamos um pouco de empatia e de consideração por nossas colegas, e com certeza a dança do ventre vai crescer. As disputas sobre quem é melhor, quem sabe mais, não levam a nada. Cada uma, no seu estilo, dá a sua contribuição à dança do ventre e ao folclore árabe. E vamos dançar e ser felizes!

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