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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

VOCÊ ESTÁ AMADURECIDA PARA SE APRESENTAR NO PALCO?


Esta postagem foi sugerida pela Anelise Konradt, obrigada pela dica, querida!

Faz muitos anos que eu estudo dança do ventre e folclore árabe. De uns anos para cá, estudo em regime personal, então não tenho colegas de sala, mas já tive por muitos anos. Lembro claramente de uma dessas colegas de sala de aula, embora já tenham se passado uns 15 anos. Na minha opinião, ela dançava bem, mas dizia que não se apresentava, pois dançava apenas para si mesma. Eu, particularmente, não concordava muito com essa ideia, pois achava (e ainda acho) que a gente só cresce na dança quando se desafia. E olha que as nossas apresentações eram em eventos privados, não íamos para o palco.
Por outro lado, para que alguém possa se apresentar, penso que são necessárias algumas coisas importantes:
- Não ter dificuldade excessiva para realizar os passos e sequências nas aulas normais. Geralmente, quando a aluna tem muita dificuldade para executar os movimentos na aula, vai sofrer para acompanhar a coreografia. Não digo que será impossível, mas será mais difícil.
- Um mínimo de musicalidade e senso de ritmo. Quando a aluna pisa fora do ritmo, ou não escuta a melodia, o que acontece é um desencontro entre a música e a dança.
- É preciso ter maturidade para aceitar as correções feitas pela professora. Se você acha que toda correção técnica é uma crítica à sua pessoa, com certeza vai se frustrar. No período de ensaios, a professora precisa fazer correções e ajustes, para que na hora da apresentação tudo saia o mais perfeito possível.
- A pontualidade e a frequência aos ensaios podem e devem ser cobradas das alunas. Se você é aluna e  não gosta de cumprir regras, é bom não se comprometer com ensaios. Quando existem atrasos e faltas, o grupo todo é prejudicado.
- Lembra que eu falei que a gente só cresce quando se desafia? Pois bem: você se comprometeu com sua professora e vai participar da próxima apresentação da escola. Então dê o seu melhor. Preste atenção nas sequências, aceite as correções feitas nos ensaios, estude a coreografia em casa, corrija os movimentos que podem ser melhorados. 
- Na maioria das vezes, as pessoas tem medo do palco, mas existem algumas alunas que querem fazer solo, logo de cara. ideal é que a aluna se apresente várias vezes em grupo, antes de enfrentar o palco sozinha. É necessário ter técnica e musicalidade mais apuradas, para encarar esse desafio. Não tente queimar etapas.
- Para concluir: faça tudo com amor. Vai dar nervosismo na hora da apresentação? Vai.  Tem sempre alguém da família para criticar? Provavelmente. Tudo isso é crescimento, tanto na dança, quanto pessoal. Só para lembrar: dança é técnica, mas também é persistência e resiliência. E, aos poucos, o que era difícil vai se tornando cada vez mais fácil.
Boa dança para todas nós!





terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

APOIO ENTRE BAILARINAS

Esta postagem foi uma sugestão da Ju Maria. Obrigada pela sugestão!

Bem, esta é uma questão muito importante. Veja só, ninguém se faz sozinho, nem vive sozinho no mundo. O ser humano é um ser social. Dependemos uns dos outros, e só aprendemos e crescemos com as trocas de conhecimento e de emoções. Na dança, não é diferente. Para aprendermos a dançar, passamos por diversas professoras. Também temos muitas colegas quando estamos aprendendo a dançar. Se, por acaso, nos profissionalizamos, passamos a ter colegas de profissão. E, às vezes, o bicho pega!

Imagine só a situação: você é aluna, e sua escola vai fazer uma apresentação. O que se espera de você e de suas colegas? Em primeiro lugar, é óbvio, participar dos ensaios e decorar a coreografia. Mas, e na hora da apresentação? Se a sua colega está muito nervosa, prestes a desmaiar, você ignora o sofrimento dela? Ou vai lá dar um apoio moral? Pense nisso: poderia ser você, necessitando de um ombro amigo. Outra situação: sua colega precisa de ajuda na hora de colocar o figurino. Você vai ficar penteando o seu cabelo um milhão de vezes? Ou vai auxiliar a colega? Mais uma vez: coloque-se no lugar dela. Quando todas brilham, é muito mais bonito de se ver. Lembre-se, sempre, de que vocês formam uma equipe. 

E quando falamos em dançarinas profissionais? Aí fica tenso! Veja só as tretas:

- Fulana diz que Sicrana não dança nada, e que não tem respeito pelas tradições da dança do ventre.
- Beltrana fala que o estilo x é horrível, que as bailarinas que dançam nesse estilo são péssimas.
- Sicrana afirma que só ela sabe tudo sobre dança.
- Fulana acha que a dança do ventre só pode ser dançada por mulheres, nunca por homens.
- Beltrana é contra todas as outras bailarinas, acha que só ela é a melhor de todas, e que não tem espaço para mais ninguém. 

Todos nós temos nossas preferências e nossos gostos particulares. A bailarina que, para mim, é maravilhosa, pode não ser a sua preferida. O estilo que, para mim, é estranho, pode ser o que você ama. O que não se pode fazer é denegrir as outras bailarinas, principalmente nas redes sociais. Observação: neste caso, estou falando de bailarinas profissionais, e não daquelas que fazem três meses de aula e já acham que são profissionais, está claro? Sabemos que a arte da dança do ventre exige um estudo de anos, como já falei em outras postagens, neste mesmo blog.

Lembra aquela famosa frase: "ninguém larga a mão de ninguém"? Pois então, tenhamos um pouco de empatia e de consideração por nossas colegas, e com certeza a dança do ventre vai crescer. As disputas sobre quem é melhor, quem sabe mais, não levam a nada. Cada uma, no seu estilo, dá a sua contribuição à dança do ventre e ao folclore árabe. E vamos dançar e ser felizes!


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

A IMPORTÂNCIA DO NÍVEL BÁSICO


Esta postagem é uma sugestão da Anelise Konradt. Ela pediu para falar sobre a importância do nível básico. Obrigada pela sugestão, Anelise!

Como eu já falei anteriormente, se você quer aprender dança do ventre, você precisa de uma boa professora. E o que é uma boa professora?

1º, Ela tem formação em dança do ventre. Isso leva, no mínimo, uns quatro anos de estudos contínuos. 2º, Ela precisa se atualizar constantemente. A dança evolui, e não existe ninguém no mundo que saiba tudo sobre a dança do ventre. 3º, É necessário um plano de aulas, para estabelecer uma direção no ensino. Cada professora tem seu método, mas fuja das professoras que não tem plano de aulas. 4º, Ela precisa amar o que faz. Na minha opinião, ensinar alguém é um ato de amor.

Então, tudo bem, você já escolheu uma ótima professora. E agora? É a hora de fazer a sua parte: 1º, Escute o que a sua professora diz. 2º, Pratique em sala de aula, evite ficar sentada. 3º, Tenha foco nas aulas, deixe o celular de lado. 4º, Estude em casa, para que os movimentos fiquem mais naturais. 5º, Tire com sua professora todas as dúvidas que aparecerem. 6º, O mais importante: dê tempo ao tempo. Não é em um dia que você vai aprender tudo. A dança do ventre existe dedicação e persistência.

Algumas alunas querem pular etapas, e já querem sair dançando antes mesmo de aprender os primeiros passos. A essas pessoas, dou um conselho: estude bastante, principalmente nos níveis básico/iniciante. Essas primeiras aulas, se forem trabalhadas corretamente, possibilitarão:

- Evitar vícios na sua dança;
- Deixar sua postura mais bonita;
- Fazer com que seus movimentos sejam mais naturais e bem trabalhados;
- Dar uma base forte, para que sua dança realmente seja a tradução da música em tempo real.

Vai levar um tempo? Sim! Vai ser necessário muito treino? Com certeza! Vai dar resultado? Pode apostar nisso! Segue imagem de uma formiguinha, que é muito frágil e pequena, mas consegue a proeza de carregar um peso muitas vezes maior que o seu. Foco, força e fé - você consegue!