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segunda-feira, 21 de setembro de 2020

FORTALECIMENTO MUSCULAR PARA A DANÇA DO VENTRE

A postagem de hoje foi uma sugestão da professora e bailarina Dih Raizel. Obrigada, Dih querida!

Já sabemos que a dança do ventre é uma atividade com inúmeros benefícios físicos, além dos mentais e emocionais. Porém, se a dança do ventre tem seus benefícios, isso não quer dizer que ela é uma modalidade 100% completa. Se quisermos a melhor condição possível para o nosso corpo, o ideal é complementar a dança com uma atividade de fortalecimento muscular. Esse fortalecimento tem por objetivo impedir lesões, que podem comprometer a saúde da bailarina, e até abreviar a sua carreira.

O trabalho de fortalecimento, além de ser benéfico aos músculos, tendões e articulações, também ajuda a proteger os ossos do corpo. Se a bailarina estiver com seus músculos fortalecidos, vai ter muito mais resistência para dançar. Sabem aquelas horas em que a gente fica só na meia ponta alta? Imaginem só se as nossas panturrilhas não aguentarem sustentar a nossa meia ponta, por falta de força muscular...

E quais atividades podem ajudar no fortalecimento dos nossos músculos? São várias: musculação, pilates, yoga, treinamento funcional, spinning, luta, crossfit, natação. Existe sempre uma modalidade que vai se encaixar nos seus gostos e objetivos, o importante é deixar o sedentarismo de lado e ter a iniciativa de fazer algo pela sua saúde.

Segundo o Blog Educação Física, o fortalecimento muscular proporciona os seguintes benefícios para o corpo:

“- Maior resistência;

- Aumento da massa magra;

- Melhora a postura;

- Melhora e protege as articulações;

- Melhora a estrutura óssea;

- Ossos mais resistentes;

- Aperfeiçoa o condicionamento físico;

- Estimula o funcionamento do metabolismo;

- Queima calorias e ajuda na redução de peso.”

No Blog da Treinus, eles citam outros dois benefícios:

“Equilíbrio

 Fortalecer os músculos pode trazer benefícios diretos em suas atividades cotidianas. Músculos fortes também melhoram o equilíbrio corporal, o que reduz o nível de quedas, por exemplo.

Questões crônicas

O fortalecimento muscular pode reduzir muitos sintomas como artrites e dores na coluna. Além disso inibe doenças cardíacas e até mesmo diabetes.”

Todos os benefícios acima citados serão extremamente úteis na sua dança. Qual bailarina não quer ter uma postura melhor, ou suas articulações protegidas? Que tal, então, traçar um objetivo, escolher a atividade complementar ideal e realizá-la? Com certeza, o nosso corpo vai agradecer!

 

Fontes:

https://blogeducacaofisica.com.br/fortalecimento-muscular/#:~:text=Modalidades%20que%20auxiliam%20o%20fortalecimento&text=A%20Muscula%C3%A7%C3%A3o%20contribui%20tanto%20para,de%20repeti%C3%A7%C3%B5es%20com%20menor%20carga.

https://www.treinus.com.br/blog/reforco-muscular-um-componente-importante-para-melhorar-o-rendimento-esportivo/

https://www.napontadope.com/fortalecimento-muscular-para-bailarinos/

 


 

 

  

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

DANÇA DO VENTRE: MUITO CARO PARA MIM?

Esta postagem foi sugerida pela minha aluna Michelle Kayser, e eu simplesmente adorei a ideia. Obrigada, Michelle!

O assunto é o seguinte: para fazer aulas de dança do ventre, os custos são muito altos? Essa modalidade não é apenas para quem tem muito dinheiro? Vamos por partes.

Em primeiro lugar, muitas pessoas comparam, indevidamente, os custos de aulas de dança do ventre com o preço de uma academia de musculação. Na academia, você pode frequentar diversas vezes na semana, e as pessoas acham que aula de dança uma vez na semana (no máximo duas vezes), é muito caro, em comparação com a academia. Mas esse tipo de pensamento é um erro, porque são atividades completamente distintas, e as aulas de dança do ventre são um curso de formação. Se você estiver em uma escola séria de dança do ventre, verá que as alunas não podem fazer aula em qualquer turma que desejar, porque existem níveis de aprendizado. Existem alunas iniciantes, outras que já começaram há algum tempo e algumas bem avançadas. Se misturarmos as turmas, quem está iniciando vai desistir por não conseguir acompanhar, e quem já está em um nível avançado também vai desistir, porque não poderá aprender coisas novas. Existe mais uma diferença em relação à academia: nas aulas de dança do ventre, a professora usa uma metodologia de ensino, e está o tempo todo ensinando, observando e corrigindo as suas alunas. Então, repito – nunca compare os custos de academia com os da aula de dança.

Em segundo lugar, existem os benefícios que a dança traz para a nossa saúde, e isso não tem preço. Já falei sobre isso em diversas postagens. Esses benefícios fazem com que você economize dinheiro, com toda certeza. O que você prefere - gastar com remédios ou com aulas de dança? Então as aulas não são um custo, mas sim um investimento na sua saúde. Seguem abaixo alguns links de postagens sobre os benefícios da dança do ventre, vale a pena ler:

http://azizamahaila.blogspot.com/2020/05/beneficios-da-danca-do-ventre.html

http://azizamahaila.blogspot.com/2012/05/atividade-fisica-na-epoca-do-frio.html

http://azizamahaila.blogspot.com/2019/10/nota-este-texto-originalmente-foi.html

Em terceiro lugar, os custos para fazer aulas de dança do ventre são iguais, ou muitas vezes, menores que os de qualquer outra atividade. Se você só quer iniciar seus estudos, não vai precisar comprar roupas especiais, no máximo vai gastar com um xale de moedas para os quadris. Qualquer roupa normal de ginástica pode ser usada nas aulas de dança do ventre. Na sua maioria, as professoras de dança do ventre não exigem que as alunas façam aulas trajadas com trajes próprios para a dança do ventre.

Afinal, quando começam os gastos mais pesados? Geralmente, quando são feitas as apresentações. Os trajes de dança do ventre são feitos à mão, então não são muito baratos, mesmo assim, o bom senso pode ser usado: se você é iniciante, precisa mesmo comprar o traje mais caro de todos? Obviamente que não. Se para cada coreografia a sua escola pede um traje diferente, você precisa dançar em todas as coreografias do mesmo espetáculo? Claro que não.

Na minha escola, fazemos o seguinte: compramos um conjunto de top e cinturão em um tom neutro, e a cada espetáculo só vamos mudando as saias. Dessa forma, conseguimos usar o mesmo figurino por três ou quatro anos (e ninguém percebe). Outra alternativa, caso a sua escola não peça trajes iguais para todas as alunas, é comprar de quem está vendendo figurino usado. Existem muitos grupos nas redes sociais para esse fim. Você também pode aprender a bordar o seu próprio traje de dança.

Além dos figurinos de dança, existem os gastos extras com workshops, acessórios, festivais de dança. Se você quer se profissionalizar, recomendo fortemente os investimentos nos workshops. Aprendizado é uma coisa que nunca ninguém tira de você. Quanto aos acessórios, evite gastar rios de dinheiro com coisas que você não vai usar. Está fazendo a primeira aula, e já quer espada, todos os tipos de véu, etc. e tal? Respire e veja se, de fato, esses acessórios serão usados agora. Os festivais de dança também são excelentes investimentos, tanto para assistir e educar o seu gosto, quanto para fazer os workshops.

Agora, vamos às palavras da própria Michelle:

“Somos levadas a pensar que o que queremos para nós é supérfluo. Sempre priorizamos as vontades dos outros. Fomos educadas para servir. Mas um hobby como a prática semanal de futebol tem gastos próximos aos da dança. Uma escola de natação ou música também. Quem me fez pensar diferente, foi meu querido esposo. Quando citei os custos de figurinos e acessórios ele falou:

‘Gasto muito mais com meu esporte do que você gastaria com a dança. Não se preocupe, se eu gastar com meu esporte, então podemos gastar com sua dança.’

Ainda nas palavras da Michelle:

“Parece que as pessoas querem ouvir que gastamos verdadeiras fortunas para justificar o fato delas não se dedicarem a nada. Eu não deixo os comentários sobre a ‘fortuna’ que gasto comigo me afetarem. Não deixo que me façam sentir culpada ou egoísta, pois essa é só mais uma forma de reprimir as mulheres.”

Gente, não dá orgulho de ter uma aluna assim? Pois assim são as minhas alunas: mulheres trabalhadoras, que sabem o que querem e vão atrás. Que tal dançar e ser feliz, sem se sentir culpada?



 

 


domingo, 6 de setembro de 2020

DISTRIBUIÇÃO DE PESO E BASE DE PÉS

Esta postagem foi sugerida pela Camila Acosta. Ela pediu que eu falasse sobre a base dos pés e a distribuição do peso em movimentos simples e combinados. Vou falar primeiro sobre a distribuição do peso.

Na dança do ventre, as bases de apoio mais utilizadas são: os dois pés no chão, os dois pés em ½ ponta alta e a pose oriental. Quando os dois pés estão no chão, a distribuição do peso pode ocorrer das seguintes formas:

- nos dois pés, por igual;

- na lateral externa de um dos pés;

- na parte interna de um dos pés;

- nos dedos dos pés;

- nos calcanhares.

Um exemplo – se formos fazer um redondo horizontal no sentido horário com o quadril, o peso vai para a lateral externa do pé esquerdo, passa pelos dedos, depois para a lateral externa do pé direito e por último pelos calcanhares. Outro exemplo – para fazer um oito para cima, subindo os calcanhares, o peso vai para a lateral externa do pé direito, na subida do quadril ele vai para a ponta dos dedos e na descida do quadril ele transfere para o dedão.

Já se você estiver em ½ ponta alta, vai precisar usar a alternância de peso, se quiser fazer qualquer deslocamento ou movimentação com o quadril. Em ½ ponta alta, é impossível, por exemplo, fazer o twist, se as pontas dos dois pés estiverem no chão, sempre será preciso usar a alternância entre o pé direito e o esquerdo.

Na pose oriental, em que um pé serve de base e o outro está posicionado à frente em ½ ponta, o peso sempre vai estar na perna de base, nunca na perna da frente.

Agora vou falar sobre a questão da base de pés na dança. Um vídeo didático muito interessante que trata, entre outras coisas, das questões da base de apoio, é o DVD “Deslocamentos em cena”, da Mahaila El-Hewa. Neste DVD, ela fala sobre os movimentos em 1, 2, 3 e 4 apoios. Aconselho bastante o estudo deste DVD, que com certeza vai ajudar na sua dança. Vamos a um exemplo muito prático, utilizando a batida lateral de quadril, com os dois pés no chão:

- Em 1 apoio, você pisa à frente com perna direita, batendo quadril e em seguida pisa à frente com a outra perna, batendo quadril. Isso significa que para cada troca de peso, é feito um movimento de quadril.

- Em 2 apoios, você abre perna direita na lateral, batendo quadril e em seguida junta a perna esquerda, batendo quadril. Para finalizar o movimento, você vai precisar de duas trocas de peso.

- Em 3 apoios, você cruza perna direita atrás, batendo quadril, marca a perna esquerda no lugar, batendo quadril, volta com perna direita, batendo quadril. Ou seja, para fazer o movimento completo, vai fazer três trocas de peso, com três batidas de quadril.

- Em 4 apoios, você pisa com perna direita frente, marca esquerda, pisa com direita atrás, marca esquerda, tudo com batida de quadril. São quatro transferências de peso e quatro batidas.

Nos quatro exemplos acima, falei apenas de um movimento, a batida lateral de quadril. Agora imagine só se aplicarmos essas quatro bases para todos os outros movimentos! As possibilidades são infinitas. Por isso, volto a recomendar o DVD da Mahaila, é muito bom mesmo.

Na questão dos movimentos combinados, a Mahaila sugere também misturar movimentos diferentes na mesma base de pés. Vamos a um exemplo, feito em 3 apoios: cruza a perna esquerda à frente, batendo o quadril, e em seguida faz oito para baixo com quadril direito e depois com o quadril esquerdo. É uma sequência utilizando a base de 3 apoios, mas com dois passos diferentes, a batida lateral e o oito para baixo.

Espero que a postagem tenha sido útil. Fiquem à vontade para colocar seus comentários. Obrigada, Camila!