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domingo, 27 de maio de 2012

A ATIVIDADE FISICA NA EPOCA DO FRIO

Estamos naquela época do ano em que a única coisa que a gente quer é se enfiar debaixo das cobertas, não é verdade? Afinal, trabalhamos ou estudamos o dia inteiro, às vezes até tomamos chuva depois de sair do trabalho ou da escola... dá um desânimo de fazer atividade física... além disso, para que?

Em primeiro lugar, devemos nos exercitar para uma melhor condição física e mais saúde. O alongamento e a postura melhoram, e acabam as dores musculares causadas pela má postura e pela rigidez da falta de alongamento. Nossos movimentos ficam mais bonitos e perdem aquele peso que as pessoas sem coordenação motora têm. Vocês já perceberam isso? As pessoas com problemas de coordenação motora têm uns movimentos bruscos e pesados. Já quem faz atividade física, especialmente quem dança, tem movimentos leves e graciosos.

Em segundo lugar, devemos fazer atividade física porque nos dá prazer. O fato de nos exercitarmos libera endorfinas, que nos dão bem-estar. Segue abaixo uma definição retirada da Wikipedia, vejam que interessante:

A endorfina é um neurotransmissor, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina, e é uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso. É um hormônio, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células, ela é o hormônio do prazer.
Sua denominação se origina das palavras "endo" (interno) e "morfina" (analgésico).
As endorfinas foram descobertas em 1975. Foram encontradas 20 tipos diferentes de endorfinas no sistema nervoso, sendo a beta-endorfina a mais eficiente pois é a qual dá o efeito mais eufórico ao cérebro. Ela é composta por 31 aminoácidos. A endorfina é produzida em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação de euforia e bem-estar.
Efeitos principais das endorfinas:
Melhoram a memória;
Melhoram o estado de espírito (bom humor);
Aumentam a resistência;
Aumentam a disposição física e mental;
Melhoram o nosso sistema imunológico;
Bloqueiam as lesões dos vasos sanguíneos;
Têm efeito antienvelhecimento, pois removem superóxidos (radicais livres);
Aliviam as dores;
Melhoram a concentração.

Em terceiro lugar, a atividade física, se feita em ambientes próprios para isso, como academias e escolas de dança, tem a vantagem de promover a socialização. Não existe nenhum problema nas demais atividades que podemos fazer sozinhos, como caminhadas, corridas, esteira, etc. Mas fica mais difícil manter uma rotina de atividade, a não ser que a pessoa seja muito disciplinada. Além disso, nessas atividades solitárias, não saímos do nosso mundinho fechado, e deixamos de conhecer pessoas muito interessantes. Eu vejo por mim e por minhas alunas, quantas pessoas excelentes tivemos a oportunidade de conhecer, simplesmente por termos decidido fazer aulas de dança.

Em quarto lugar, é muito bom fazer atividade física no tempo do frio, porque... esquenta! Fazendo atividade física, mexemos com a nossa circulação, e isso é muito bom. Chegamos com frio, todas cheias de casacos, e depois de nos mexermos um pouco, o frio vai embora. Além disso, no frio tendemos a nos encolher, e isto pode causar dores, especialmente na região cervical. O alongamento causado pela atividade acaba com essas dores.

E por último, fazer exercícios queima calorias, o que é muito importante, especialmente no inverno, quando comemos mais. Você pode notar: no inverno, geralmente ganhamos uns quilinhos. Por que isso? Porque o nosso corpo precisa de mais alimentos, pois gasta mais energia nessa época,  para manter a temperatura corporal. O resultado disso? Geralmente, na primavera as pessoas (especialmente as mulheres) estão desesperadas com o aumento de peso, e correm para as academias. Mas é importante ressaltar que a atividade física é para ser feita o ano inteiro, não apenas na primavera e no verão. Devemos cuidar do nosso corpo o ano inteiro, não apenas em metade do ano.

Para as pessoas interessadas em cuidar da sua saúde, a nossa escola oferece aulas de dança do ventre desde o ano de 2007. Esperamos a sua visita!

terça-feira, 12 de julho de 2011

A ORIGEM DA DANCA DO VENTRE E SUA EVOLUCAO ATRAVES DOS TEMPOS

Meninas, este texto eu tirei da Revista Orient Express, ano I, edição 5, de dezembro/1997. O texto é da Mestra Samira Samia e da Simone Bomentre. Muito elucidativo, vale a pena ler!

A ORIGEM DA DANÇA DO VENTRE E SUA EVOLUÇÃO ATRAVÉS DOS TEMPOS

Ninguém pode afirmar com exatidão onde e quando esta dança nasceu, sabe-se porém, que seu surgimento é datado de período tão remoto que antecede até mesmo à época dos faraós no antigo Egito. Tal constatação ocorreu com a descoberta de petróglifos (inscrições em rochas e cavernas) que foram feitos há pelo menos 5.000 anos. Essas inscrições associavam a dança do ventre aos rituais de fertilidade feminina e cultos à deusa mãe. Foi com essa simbologia que atravessou o tempo e chegou aos templos do Egito onde foi imortalizada, inicialmente pelas sacerdotisas que em cerimônias secretas homenageavam as deusas Ísis, Bast e Hathor. Estendeu-se posteriormente às outras deusas como Hórus, Osíris, Rá, Ptah, Amon e Thoth. O verdadeiro nome desta dança é "Raks El Chark" e significa a Dança do Leste, também conhecida como a dança do Sol ou do deus Rá. Segundo a simbologia do Cosmos, o ventre descoberto das bailarinas, em especial o umbigo, captava durante a dança a energia do deus Rá que era representado pelo disco solar. Dançava-se ainda durante a primeira noite de lua cheia em clareiras, florestas e locais considerados sagrados em meio aos fortes odores dos incensos em rituais que preservassem e aumentassem a fertilidade e saúde femininas. Considerada sagrada passou a ser executada em palácios e logo depois popularizou-se pelas ruas e mercados. Com as invasões frequentes ao Egito por outros povos, a dança do ventre difundiu-se entre os romanos, gregos, babilônios, hititas, turcos, marroquinos, sudaneses, etc. Assim sendo, sofreu varias alterações conforme a cultura de cada povo, o que enriqueceu ainda mais esta arte.
Os escritores Horácio e Juvenal, desde o ano 100 d.C., já faziam referências em seus escritos às bailarinas de dança do ventre profissionais e amadoras.
O poeta romano Horácio, nos conta que todas as jovens romanas estavam aprendendo a dança oriental, muito popular naquela época.
A dança do ventre ganha atenção mundial depois da expedição de Napoleão Bonaparte ao Egito.
As "Ghawazee" (Ciganas) despertavam a curiosidade de vários artistas europeus chamados orientalistas, foram os primeiros ocidentais a designar a Raks El Chark como dança do ventre. E assim imortalizaram cenas de dança em suas obras.
Os públicos europeu e americano tiveram contato com bailarinas quando empresários as traziam do meio oriente para as grandes exposições mundiais do século XIX. Em decorrência disso, a dança árabe se popularizou e foi inserida até nas produções cinematográficas de Hollywood nas décadas de 40 e 50. Através destes filmes e registros podemos observar o desenvolvimento e a evolução técnica da dança do ventre. Devido às apresentações em filmes, shows na TV e grandes espetáculos, criaram-se coreografias mais elaboradas trazendo acabamento e sofisticação a essa arte popular.
Através destas transformações a dança do ventre acabou sendo assimilada e apreciada por outras audiências e se internacionalizou.
Ate hoje não existem escolas oficiais de dança do ventre no Egito ou nos países árabes. Professoras que outrora foram grandes bailarinas profissionais, passam sua arte às futuras gerações. Atualmente a dança do ventre está presente nas festas familiares e é executada informalmente por qualquer mulher árabe.