Pesquisar este blog

Seguidores

sexta-feira, 5 de maio de 2023

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE - PARTE 12

Benefícios da dança do ventre – parte 12 – auxílio no combate à depressão

Segundo a Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde, “a depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado”.

E, segundo Maria Helena Varella Bruna, “mulheres parecem ser mais vulneráveis aos estados depressivos em virtude da oscilação hormonal a que estão expostas principalmente no período fértil”.

É óbvio que uma doença tão grave deve ser tratada por especialistas, tais como psiquiatras e psicólogos, e também pode ser necessário tomar a medicação necessária. Infelizmente, ainda existe um pouco de preconceito em relação à depressão, pois não é uma doença “visível”, como um braço quebrado ou um dente inflamado. Nem por isso, deixa de ser uma doença.

Em paralelo ao tratamento médico, algumas atividades auxiliam no combate à depressão, e a dança do ventre é uma delas, inclusive existem até estudos acadêmicos sobre o assunto. Embora a dança do ventre seja – aparentemente – apenas uma atividade física, ela ajuda a liberar substâncias que fazem suas praticantes se sentirem bem como, por exemplo, a endorfina, a dopamina e a serotonina. Além disso, em uma sala de aula de dança do ventre, a aluna faz novas amizades, seu stress diário diminui e sua autoestima melhora.

Se você tem depressão, procure ajuda! Vá a um bom profissional, faça os tratamentos necessários, e procure algo que faça bem à sua saúde física, mental e emocional. E quem sabe não vemos na sala de aula? 

Fontes utilizadas:

https://bvsms.saude.gov.br/depressao-4/

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/depressao/

 


 

 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE - PARTE 11

Benefícios da dança do ventre – parte 11 – fortalecimento muscular

Ao contrário de atividades como a musculação e o crossfit, a dança do ventre não é uma atividade exclusivamente focada no fortalecimento dos músculos, mas também é uma grande aliada nesse aspecto. Os músculos das pernas, dos braços, dos glúteos, do abdômen e do assoalho pélvico são extremamente beneficiados com a prática da dança do ventre. Segundo a bailarina Patrícia Bencardini:

“Uma das características mais marcantes na dança do ventre é a repetição de movimentos circulares e/ou ondulatórios e lentos. Para executar esses movimentos, existe todo um trabalho de contração e alongamento das mesmas fibras musculares combinadas com a ação dos agonistas e antagonistas. O movimento vai se repetindo e se alternando por quanto tempo a bailarina desejar, levando o corpo a um condicionamento, para os exercícios requisitados na dança.

Para melhor entender, pense no movimento circular com as mãos: quanto mais amplo e bonito o movimento das mãos, mais intenso o trabalho nos músculos envolvidos. É possível notar que os músculos extensores e os flexores do punho trabalham em sua capacidade máxima de contração e de alongamento, em busca do movimento mais perfeito.”

Além disso, podemos citar: 1º, fortalecimento dos músculos das pernas (principalmente as panturrilhas), dos glúteos e do abdômen, quando estamos dançando em meia ponta alta; 2º, fortalecimento dos músculos dos braços, pois precisamos manter o tônus dos mesmos quando estamos dançando; 3º, fortalecimento dos músculos das mãos e dos braços, quando estamos utilizando algum acessório (como véu de seda, bastão, véu leque, etc.).

Vamos lembrar mais alguns benefícios da dança do ventre, já citados por mim anteriormente: alongamento e flexibilidade, queima de calorias e definição da cintura. Tudo isso, somado ao fortalecimento muscular que a dança do ventre proporciona, faz com que suas praticantes tenham uma vida muito mais saudável. Toda atividade física é benéfica para nosso corpo, mas quando podemos aliar exercício físico com música, arte e cultura (como é o caso da dança do ventre), tudo se torna muito mais leve e gostoso de fazer.

Espero que este texto tenha sido útil para você e, a cada semana, teremos mais textos sobre os benefícios da dança do ventre. Eu sou Aziza Mahaila, professora, bailarina, coreógrafa e autora do livro “Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre”, que está disponível nos formatos impresso e E-book.


Fontes utilizadas:

Bencardini, Patrícia. Dança do ventre: ciência e arte. São Paulo, Editora Baraúna, páginas 164 e 165.

Cenci, Claudia. A dança da libertação. São Paulo: Vitória Régia.



domingo, 23 de abril de 2023

FOLCLORE - PARTE 08 - A DANÇA MELEAH LAFF

Folclore – parte 08 – a dança meleah laff

 

A dança meleah laff, ou dança do lenço enrolado, não é exatamente uma dança folclórica, pois não faz parte da herança cultural de um povo. Na realidade, a dança meleah laff é uma dança-teatro, criada pelo coreógrafo Mahmoud Reda.

No início do século XX, as mulheres egípcias que viviam no Cairo e na Alexandria tinham o costume de usar um véu preto sobre sua roupa, para sair à rua. Mahmoud Reda se inspirou nessas mulheres, e a dança meleah laff faz menção a esse costume. Além desse lenço preto, essas mulheres também usavam uma cobertura de crochê no rosto, chamada de buró. Segundo Khaled Emam:

“Lembro da minha casa, do meu bairro, da minha mãe, das minhas irmãs, das tias, primas e vizinhos do bairro, ainda lembro da imagem da minha mãe quando enrolava a Melaya e ia na rua comprar algo, ou ia visitar outros parentes ou vizinhos do bairro. Era muito comum ver a Melaya no armário, fazia parte do nosso dia a dia.”

Existem dois tipos de dança meleah laff, a do Cairo e a da Alexandria. No meleah laff do Cairo, tanto a música quanto os passos são os da dança baladi. O figurino também é uma galabia baladi, porém com o acréscimo de um meleah nas mãos. No meleah laff da Alexandria, a dançarina utiliza um vestido mais curto de babados, como uma referência a essas mulheres dos anos 20 e 30, moradoras da cidade de Alexandria (cidade essa que era muito frequentada pelos europeus, e cuja indumentária por sua vez teve influência no modo de se vestir dessas mulheres egípcias).

A dança meleah laff é uma dança muito alegre e provocante. Em uma apresentação de meleah laff, a dançarina usa o véu para esconder e mostrar o corpo, e também faz movimentações com o véu. O buró também é utilizado como acessório, já que a dançarina pode escolher deixar o seu rosto à mostra – ou não – em determinados momentos da apresentação.

Estude folclore, de preferência com bons profissionais. Com certeza, você vai se encantar com essa modalidade e, além disso, vai agregar muito para a sua bailarina. Eu sou Aziza Mahaila, professora, bailarina, coreógrafa e autora do livro “Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre”, que está disponível nos formatos impresso e E-book.

 

Fontes utilizadas:

Midlej, Luciana. Folclore árabe – cultura, arte e dança / Luciana Midlej e Melinda James. São Paulo: Kaleidoscópio de Ideias. Páginas 88 a 94.

Mahaila, Brisa. Os pilares da profissionalização em dança do ventre: história e folclore, volume 1. São Paulo: Kaleidoscópio de Ideias. Páginas 82 a 83.

Emam, Khaled. Egito – Tradição e arte. Maringá: Viseu. Páginas 52 a 59.



BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE - PARTE 10

Benefícios da dança do ventre – parte 10 – consciência corporal

Desde o nosso nascimento habitamos um corpo, e uma das primeiras coisas que fazemos é sentir/explorar/experimentar esse corpo. Assim, todo bebê leva o seu pezinho à boca, bate as perninhas, mais tarde ele vai tentar engatinhar e até andar, etc. Ele está criando consciência corporal. Além disso, o nosso corpo também pode ser usado como forma de autoexpressão. Você já prestou atenção que praticamente toda criança gosta de dançar, de pular, de brincar?
Às vezes, por falta de direcionamento ou até mesmo por tendências próprias, nos esquecemos de cuidar do nosso corpo. Fazemos tudo no automático: andamos de qualquer jeito, sentamos de qualquer jeito, não nos exercitamos... É óbvio que isso tem consequências a longo prazo. Também acontece de nos trancarmos emocionalmente, de tal forma que não conseguimos mais nos expressar através de nossos corpos. Isso geralmente se deve a bloqueios emocionais.
A dança é uma excelente forma de trabalharmos a consciência corporal, pois nos permite conhecer os limites de nosso corpo e ultrapassá-los, e também nos possibilita expressar nossa sensibilidade através da arte. Vale a pena lembrar uma coisa muito importante: não existe forma de dissociar nossa dança da nossa personalidade e das nossas vivências. É por isso que cada dançarina/o é única/o. Celebremos, pois, a nossa unicidade ou, como disse Caetano Veloso:
“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.”



quinta-feira, 30 de março de 2023

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE - PARTE 09

Benefícios da dança do ventre – parte 09 – definição da cintura

Muitas pessoas dizem, erroneamente, que a dança do ventre “dá barriga”, e isso é mito! A dança do ventre, como uma atividade aeróbica, ajuda a queimar calorias, então não “dá barriga”, e ao mesmo tempo, as praticantes podem ser gordinhas ou magrinhas, tanto faz. Não é o tipo físico que facilita ou dificulta na execução dos movimentos, mas sim o tempo que essas mulheres dedicam à dança.

Alguns movimentos da dança do ventre como, por exemplo, o twist ajudam a afinar a cintura. Além disso, o shimmy vertical também tem o mesmo resultado, e pude comprovar no meu próprio corpo: depois de dois anos treinando o shimmy diariamente por cinco minutos, constatei que a minha cintura afinou mais ainda!

Além de deixar a mulher com a cintura mais definida, a dança do ventre ajuda a fortalecer os músculos abdominais. Isso se deve ao fato de trabalharmos a contração dos músculos desta região. Esse trabalho é não apenas da musculatura externa, mais aparente, mas também da musculatura abdominal interna. A dança do ventre, na verdade, promove uma verdadeira massagem dos músculos dessa região, ajudando nas cólicas menstruais e no regulamento das funções intestinais, entre outros benefícios.

Espero que este texto tenha sido útil para você e, a cada semana, teremos mais textos sobre os benefícios da dança do ventre. Eu sou Aziza Mahaila, professora, bailarina, coreógrafa e autora do livro "Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre", que está disponível nos formatos impresso e E-book.



sexta-feira, 24 de março de 2023

FOLCLORE - PARTE 07 - MAMBOUTI

Folclore – parte 07 – o mambouti 


Também conhecida como dança dos pescadores, o mambouti surgiu na região do Canal de Suez, no Egito, e originariamente era dançada só por homens. Essa dança começou a surgir durante a construção do Canal de Suez, entre os anos de 1859 e 1869. Como muitos trabalhadores do Canal de Suez eram estrangeiros, eles trouxeram sua bagagem cultural, e aconteceu uma mistura  com a cultura egípcia. Mais tarde, ainda devido à influência dos marinheiros ingleses, são incorporados passos de charleston à dança mambouti.

Mais tarde, essa modalidade foi incorporada por Mahmoud Reda ao repertório da Troupe Reda, e atualmente é executada por homens, mulheres e grupos mistos, e o traje geralmente vai fazer alusão às roupas usadas pelos marinheiros (a mulher pode escolher entre usar traje marinheiro ou vestido). 

Segundo a bailarina Hana Aisha, a palavra mambouti é devida da expressão inglesa “men boat”, que significa homens do barco, ou seja, marinheiros. Como o mambouti é uma dança que retrata o cotidiano dos marinheiros e pescadores, ela tem movimentos que fazem menção ao dia-a-dia deles. Assim, existem movimentos como lançar a rede, remar, etc. Essa modalidade de dança tem movimentos bem rápidos e animados, com saltos e até sapateado.

Uma das características das músicas usadas para o mambouti é o uso de instrumentos chamados semsemeya e tambura, que são liras (instrumentos de cordas, muito antigos). Também são utilizadas colheres para fazer sons, e essas colheres podem fazer marcações no corpo dos dançarinos. O kaff (bater de palmas) também é usado durante essa dança.

Estude folclore, de preferência com bons profissionais. Com certeza, você vai se encantar com essa modalidade e, além disso, vai agregar muito para a sua bailarina. Eu sou Aziza Mahaila, professora, bailarina, coreógrafa e autora do livro “Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre”, que está disponível nos formatos impresso e E-book.

 

Fontes utilizadas:

Mahaila, Brysa. Os pilares da profissionalização em dança do ventre: história e folclore, volume 1. São Paulo: Kaleidoscópio de Ideias, 2016. Página 78.

Midlej, Luciana. Folclore árabe: cultura, arte e dança. Luciana Midlej e Melinda James. São Paulo: Kaleidoscópio de Ideias, 2017. Páginas 81 a 87.

https://www.revistaprosaversoearte.com/mambouty-a-danca-do-canal-de-suez-nati-alfaya/

http://hannaaisha.blogspot.com/2014/02/mambouty-danca-dos-pescadores-e.html

  


quarta-feira, 22 de março de 2023

BENEFÍCIOS DA DANÇA DO VENTRE - PARTE 08

Benefícios da dança do ventre – parte 08 – desenvolve a criatividade

Segundo o Dicionário Oxford, a criatividade é:

1.    inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, quer no científico, esportivo etc.

2.    qualidade ou característica de quem o do que é criativo.

Obviamente, existem pessoas que são extremamente criativas, e elas podem ser encontradas, na maioria das vezes, nas diversas linguagens artísticas: música, belas artes, cinema, teatro, dança, literatura... Quando esses artistas são extremamente criativos, chegam a realizar verdadeiras revoluções dentro da sua área de atuação.

Mesmo pessoas que aparentemente não seriam criativas, podem criar verdadeiras maravilhas. Quer um exemplo? Em 1959, um cirurgiã-dentista chamada Therezinha Beatriz Alves de Andrade Zorowich criou o escorredor de arroz, que é utilizado em todas as casas brasileiras. A criação desse objeto resultou da necessidade de se resolver um problema: impedir que o arroz, ao ser lavado, fosse desperdiçado na pia. Incrível, não é?

Geralmente, quem é criativo utiliza esse talento em mais de uma área. Assim, um cantor talentoso pode também enveredar pela pintura em tela. A arte é plural, e o artista se expressa por diversas maneiras.

Vamos retornar à definição de criatividade do dicionário? Está escrito assim: “natos ou adquiridos”. Isso quer dizer que a pessoa pode nascer com o dom da criatividade, mas esse dom pode ser adquirido, inclusive existem inúmeros artigos e livros sobre como desenvolver a sua criatividade.

A atividade física é extremamente benéfica para a nossa criatividade. Quando essa atividade física está ligada à música e dança, então, nem se fale. E na dança do ventre? Bem, trabalhamos a criatividade já nas primeiras aulas: a aluna começa a ter consciência de seu próprio corpo, como se expressar através dele, descobrir seus limites e ultrapassá-los.

Mais adiante, a aluna começa a participar das coreografias feitas pela professora, e colocará em prática, no palco, todos aqueles passos que aprendeu anteriormente nas aulas. Em seguida, a aluna vai se aventurar para criar a sua primeira coreografia, e é aí que a sua criatividade dará um salto de crescimento! E no improviso, então? É um exercício de pura criatividade.

É claro que esse é um processo que leva tempo, muitas vezes anos, mas asseguro a vocês que a criatividade está sempre presente em uma sala de aulas de dança. Não existe arte sem criatividade. Se você quer desenvolver essa habilidade, ou quer se expressar, venha para a dança do ventre! Faça parte desse mundo, que só tem benefícios. Eu sou Aziza Mahaila, professora, bailarina, coreógrafa e autora do livro “Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre”, que está disponível nos formatos impresso e E-book.