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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

PEQUENO TEXTO SOBRE OS RITMOS ÁRABES

Esta postagem foi sugerida pelo meu ex-colega Wellington, que disse o seguinte:

“Sou baterista (ou tento rsrs) e acompanho seus vídeos de treino de percussão. Não sabia que cada frase rítmica usada tinha nome e significado próprios. Um texto de referência sobre o tema, mesmo introdutório, seria bem legal!”

A sugestão é muito boa. Vou fazer um texto simplificado sobre o assunto, e peço a quem tiver interesse em se aprofundar no tema, que acesse a aba “Ritmos Árabes” do meu blog, cujo link segue abaixo:

http://azizamahaila.blogspot.com/p/ritmos-arabes-para-estudo.html

A música que utilizamos para a dança do ventre é chamada música oriental. Ela engloba ritmos de diversos países, tais como Egito, Líbano, países do Golfo Pérsico, Sudão, Síria, Paquistão, Turquia, Grécia... Eu li, uma vez, que existem de 300 a 400 ritmos árabes! Quem faz dança do ventre não precisa conhecer todos, obviamente, mas alguns ritmos são muito importantes e aparecem com mais frequência nas músicas orientais. Exemplos de ritmos constantemente utilizados, especialmente nas músicas árabes modernas (aquelas que geralmente são mais alegres e cantadas): Maksum, Masmoudi Saghir e Saidi.

Existem os ritmos rápidos, os cadenciados e os lentos. Vou citar alguns ritmos rápidos mais usados: Malfuf, Ayoub e Falahi. E também existem os ritmos lentos, alguns dos mais utilizados são: Masmoudi Kebir, Chifiteteli, Whada Wo Noss e Samai. Como saber se o ritmo é rápido, cadenciado ou lento? O músico Mario Kirlis dá uma dica muito simples: bata palmas, enquanto o ritmo está tocando. Se, durante a execução de cada sequência do ritmo, você conseguiu bater 4 palmas, a velocidade do ritmo é 4/4.

Alguns ritmos são específicos para as danças folclóricas. Exemplos: para a dança do bastão = Saidi. Para o dabke = Gandara, Jabalee e Nawari. Para a dança khaleege = Soudi. Quando vamos executar uma das inúmeras danças folclóricas, tanto as do Egito quanto a dos outros países árabes, é muito importante saber se a música é apropriada para aquele folclore, e também se está no ritmo correto.

Eu falei que os ritmos utilizados na música oriental são originários de diversos países árabes e africanos, mas existem alguns ritmos que são de origem ocidental. Exemplos: Bolero e Rumba Masri.

Vamos complicar mais um pouco? Os ritmos podem ser tocados em sua forma básica, ou seja, com os sons básicos que distinguem aquele ritmo de outros. Mas eles também podem ser tocados com recheio. Esse recheio é colocado nas pausas entre as notas, e às vezes essas pausas são quase imperceptíveis. Vamos a um exemplo prático:

Ritmo Malfuf 2/4 (ritmo rápido)

Forma básica – Dum Tá Tá

Variação 1 – Dum kaTá kaTá

Variação 2 – Dum kaTá kaTáka

E assim por diante. Além desses recheios, o derbakista pode colocar os floreios, que são os sons diferentes que ele pode extrair do derbake. É claro que os ritmos também podem ser tocados com os snujs e os pandeiros árabes (duff e riqq).

O aprendizado dos ritmos árabes não é uma coisa simples, devido às divergências de nomenclatura, de formas básicas, de variações, entre outras coisas. Ao mesmo tempo, é um aprendizado essencial para quem quer ensinar dança do ventre e folclore árabe. E se você for aluna de dança, também verá que aprender a distinguir os ritmos vai ajudar na sua dança.

E aí, o texto ficou claro? Espero que sim. Quer saber mais? Entre na aba "Ritmos árabes" (cujo link eu coloquei no início do texto) e navegue por ela. Você vai ver que lá está a explicação sobre o ritmo, a forma básica, as variações, as versões de cada derbakista. Ao final de cada explicação, você pode acessar o link do Youtube que tem o ritmo sendo tocado. Foi tudo feito da maneira mais clara que consegui. Bons estudos!



 

 

 

  

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