Vocês já
pararam para pensar no quanto as mulheres de hoje em dia estão sobrecarregadas?
Boa parte das mulheres brasileiras trabalha fora, cuida da casa, dedica-se ao
marido e aos filhos. Outras fazem tudo sozinhas, sem ajuda de marido ou de
família. Algumas ainda conseguem estudar, trabalhar e cuidar da casa! Eu fico
impressionada, de verdade.
A mulher,
na maioria das vezes, pensa em todo mundo: nos filhos, no marido, no trabalho,
no cuidado da casa, nos seus próprios pais e parentes. Isso é muito louvável,
mas existe um pequeno problema: ela se esquece de cuidar de si mesma. Na sua
escala de prioridades ela, muitas vezes, é a última das necessidades a serem
atendidas.
Quantas
mulheres não têm tempo para cuidar de sua saúde física e mental? Que, mesmo trabalhando, não têm dinheiro para gastar com elas mesmas, porque usam tudo na casa e com os filhos? Que se sentem culpadas de separar algumas horas para ir à academia, ao salão,
ao parque, ou mesmo à casa das amigas e dos parentes? É importante que as
mulheres aprendam a dizer não para essa necessidade de agradar a todos, em detrimento
de si mesmas. E não, isso não é ser egoísta. É cuidar de si.
Na minha
condição de professora de dança do ventre, já me deparei com inúmeras
situações. Uma que acontece bastante é a mulher perguntar o preço, e soltar a
frase “vou falar com o meu marido, e depois te dou um retorno”. Ou perguntar
qual dia da semana é a aula, e que vai
conversar com o marido, para ver se ele pode ficar com os filhos! Ou o caso da mulher
que fala para o marido que quer fazer aulas de dança do ventre, e o “presente
de Deus” responde: “apenas se você dançar só para mim”.
Ao mesmo
tempo, também na posição de professora, tive a possibilidade de ver o quanto a
dança do ventre pode ser um elemento de cura física e mental na vida de muitas
mulheres. E como isso acontece? Porque quando dançamos, o nosso corpo ganha
flexibilidade, os músculos se fortalecem, fazemos novas amizades, o stress
diminui, damos risadas, desenvolvemos a nossa autoestima e feminilidade. Na
hora da aula de dança, o tempo fica suspenso. Não existe preocupação com o
trabalho, com a casa, os filhos, o marido. É um momento só seu. Quando a aula acaba,
a mulher sai renovada, pronta para enfrentar todas as suas responsabilidades.
Portanto,
mulher, escute a “Tia” Aziza:
- Não tenha
medo de dizer não, quando for preciso;
- Pense
mais nas suas necessidades;
- Se você
tem um sonho, faça o possível para realizá-lo;
- Você tem
direito a um dia da semana (ou, pelo menos, algumas horas) só para você;
- Cuide de
sua saúde física e mental, faça alguma atividade física que seja do seu agrado;
- Quando
você está bem, as pessoas ao seu redor também são beneficiadas.
Para
terminar, gostaria de citar uma frase de Carl Jung:
“Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.”

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