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domingo, 9 de maio de 2021

UM MOMENTO SÓ SEU

Vocês já pararam para pensar no quanto as mulheres de hoje em dia estão sobrecarregadas? Boa parte das mulheres brasileiras trabalha fora, cuida da casa, dedica-se ao marido e aos filhos. Outras fazem tudo sozinhas, sem ajuda de marido ou de família. Algumas ainda conseguem estudar, trabalhar e cuidar da casa! Eu fico impressionada, de verdade.

A mulher, na maioria das vezes, pensa em todo mundo: nos filhos, no marido, no trabalho, no cuidado da casa, nos seus próprios pais e parentes. Isso é muito louvável, mas existe um pequeno problema: ela se esquece de cuidar de si mesma. Na sua escala de prioridades ela, muitas vezes, é a última das necessidades a serem atendidas.

Quantas mulheres não têm tempo para cuidar de sua saúde física e mental? Que, mesmo trabalhando, não têm dinheiro para gastar com elas mesmas, porque usam tudo na casa e com os filhos? Que se sentem culpadas de separar algumas horas para ir à academia, ao salão, ao parque, ou mesmo à casa das amigas e dos parentes? É importante que as mulheres aprendam a dizer não para essa necessidade de agradar a todos, em detrimento de si mesmas. E não, isso não é ser egoísta. É cuidar de si.

Na minha condição de professora de dança do ventre, já me deparei com inúmeras situações. Uma que acontece bastante é a mulher perguntar o preço, e soltar a frase “vou falar com o meu marido, e depois te dou um retorno”. Ou perguntar qual  dia da semana é a aula, e que vai conversar com o marido, para ver se ele pode ficar com os filhos! Ou o caso da mulher que fala para o marido que quer fazer aulas de dança do ventre, e o “presente de Deus” responde: “apenas se você dançar só para mim”.

Ao mesmo tempo, também na posição de professora, tive a possibilidade de ver o quanto a dança do ventre pode ser um elemento de cura física e mental na vida de muitas mulheres. E como isso acontece? Porque quando dançamos, o nosso corpo ganha flexibilidade, os músculos se fortalecem, fazemos novas amizades, o stress diminui, damos risadas, desenvolvemos a nossa autoestima e feminilidade. Na hora da aula de dança, o tempo fica suspenso. Não existe preocupação com o trabalho, com a casa, os filhos, o marido. É um momento só seu. Quando a aula acaba, a mulher sai renovada, pronta para enfrentar todas as suas responsabilidades.

Portanto, mulher, escute a “Tia” Aziza:

- Não tenha medo de dizer não, quando for preciso;

- Pense mais nas suas necessidades;

- Se você tem um sonho, faça o possível para realizá-lo;

- Você tem direito a um dia da semana (ou, pelo menos, algumas horas) só para você;

- Cuide de sua saúde física e mental, faça alguma atividade física que seja do seu agrado;

- Quando você está bem, as pessoas ao seu redor também são beneficiadas.

Para terminar, gostaria de citar uma frase de Carl Jung:

“Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda.” 




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