Tudo o que você precisa saber sobre dança do ventre está no meu livro "Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre". São 367 páginas de muito conteúdo, disponível nos formatos impresso e E-book.
ESCOLA DE DANÇA FUNDADA EM 2007. RUA DR. JAYME FRANÇA, 55 - BAIRRO SÃO CRISTÓVÃO - SÃO JOSÉ DOS PINHAIS/PR.
Tudo o que você precisa saber sobre dança do ventre está no meu livro "Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre". São 367 páginas de muito conteúdo, disponível nos formatos impresso e E-book.
Gente, lancei o livro "Dicas da Aziza para praticantes de Dança do Ventre". Lá, eu falo TUDO sobre o assunto, e com certeza vocês irão amar o conteúdo.
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Perguntei às nossas alunas qual era o meu diferencial como professora de dança do ventre, e recebi lindos feedbacks, que me deixaram extremamente agradecida e emocionada!
Michelle Kayser:
Pensando de uma forma do seu papel como professora seu diferencial como professora é como você nos inspira a conhecer a dança de forma profunda por fontes reconhecidas e bem elaboradas, para que possamos encontrar a bailarina dentro de nós com as melhores informações. De forma prática, você se preocupa em nós mostrar os movimentos com precisão, mas leveza. Trazendo com isso, um trabalho muito bonito com as mãos, braços e véus.
Suas qualidades como pessoa também influenciam seu trabalho como professora. Incentivando o crescimento contínuo, com respeito ás outras bailarinas e mostrando que a união é complemento do crescimento individual.
Alice:
Professora, na minha experiência com você, você é amorosa, compreensiva, atenciosa, dedicada. Amo suas aulas, você está sempre alegre, me passa energias boas para que eu me sinta segura. Me ensina que é passo a passo que se evolui, com muita dedicação e esforço que chegamos ao nosso sonho de ser uma dançarina. A escola é limpinha, segue todas as normas de higienizaçao e de protocolo da nossa saúde, ambiente agradável. Parabéns, professora, gratidão por existir. Amo ser sua aluna, é uma honra pra mim, só tenho a te agradecer.
Yasmin:
Acho que a sua personalidade, o seu carisma com as alunas.
Maria de Fátima:
O seu diferencial é o amor com que você ensina... Parece que a dança é a sua alma e você seria uma pessoa vazia e infeliz se não fizesse o que faz. Deus preserve o seu dom!
Bruna Eloisy:
Acredito que os seus grandes diferenciais são: ser uma estudiosa da área, que se aprofunda nas técnicas, na música, na cultura e diariamente pratica com muita disciplina. Ter interesse em que suas alunas aprendam com excelência, corrigindo e ensinando a melhor forma de realizar os movimentos da dança, de como tocar os instrumentos e afins. Também pesquisa e mensalmente posta no seu blog, com uma escrita muito clara e leve, tornando muito interessante de ler.
Kelly Nara:
Atenção e persistência ao ensinar. Sempre prestativa e solícita.
Gilciléia:
Seu diferencial: alto conhecimento técnico da dança e da história por trás da metodologia. Você se distingue pela facilidade em repassar o conhecimento técnico de forma simples para quem está aprendendo, pela comunicação adequada e boa receptividade para com as alunas, mantendo o ambiente leve.
Aline Lopes:
Você é uma professora muito atenciosa, você realmente se preocupa com nosso aprendizado e nos mostra que a dança vai muito além de aprender os passos. Você nos inspira, nos aconselha e sempre nos coloca para cima, trabalhando a nossa autoestima.
Sandra:
É muito nítido seu amor pela dança e sua dedicação em ensinar, particularmente desde a primeira aula percebi sua paixão pelo que faz! E sempre saio das aulas muito grata.
Kelly Cristiane:
Não conheço nenhuma outra escola, e pelo menos até o momento não senti vontade de conhecer. Gosto da forma com que as aulas são ministradas, vejo a busca em trazer coisas novas para a escola, como cursos, workshops, instrumentos, explanações sobre determinados temas, curiosidades...
Leveza, deixa a aula feliz, gostosa, alegre!!! Gosto muito da pegada da aula gostosa, sem ser maçante, o que as vezes torna a aula chata, desestimulando na frequência da aluna.
Paciência, muita paciência... (as vezes pareço um burro empacado, que não sai do lugar, aff... ),além do chazinho delicioso nos dias de frio, que aquece não só os corpos, mas o coração.
Ana Letícia:
Você é muito dedicada e proativa. Está sempre buscando incentivar as alunas e fazê-las enxergarem a dança como bem mais do que um simples exercício.
Camila Polônio:
Teu diferencial é sua disciplina e paciência para explicar não só a prática mas a teoria da dança. Gosto da parte em que você explica sobre os ritmos, os instrumentos e a cultura deles. Gosto quando você para a aula pra ensinar certinho o que a gente tá fazendo de errado e do quão didática você consegue ser.
Cleliane:
Não tenho como comparar exatamente, pois você foi a única professora de dança do ventre que tive, mas observei que tem um diferencial nas tuas redes sociais, você posta as atividades das alunas, fotos etc, e isso é um grande estímulo para todas.
Gratidão a todas!!!
Em dezembro, recebemos uma nova série de pesquisas de satisfação, feita com outras 11 alunas, que ainda não tinham respondido ao formulário. O resultado foi o seguinte:
1 ) O espaço físico da escola foi considerado de aparência bonita e também limpo e cheiroso por todas as alunas.
2 ) O estúdio foi considerado bem localizado por 09 alunas.
3 ) Todas as alunas anotaram que se sentem acolhidas pela professora.
4 ) O método didático utilizado na escola foi considerado bom de conteúdo e com coerência por 10 alunas.
5 ) Para 10 alunas, a professora conhece muito sobre dança do ventre.
6 ) Para 10 alunas, no que se refere à didática da professora, ela consegue ensinar com excelência.
7 ) Com relação às correções em sala de aula feitas pela professora, todas as alunas gostam, pois ajuda a melhorar a técnica de dança.
8 ) A respeito da energia encontrada no ambiente da escola, todas as alunas anotaram que se sentem bem quando vão à aula. Para nós, esta é a resposta mais importante, pois queremos que todas as nossas alunas se sintam felizes com a dança!
Em agosto, compilamos o resultado da pesquisa de satisfação feita com as alunas. Foram 18 questionários respondidos, conforme consta abaixo:
1 ) O espaço físico da escola foi considerado de aparência bonita e também limpo e cheiroso por todas as alunas.
2 ) O estúdio foi considerado bem localizado por todas.
3 ) Todas as 18 alunas anotaram que se sentem acolhidas pela professora.
4 ) O método didático utilizado na escola foi considerado bom de conteúdo e com coerência por 17 alunas.
5 ) Para 17 alunas, a professora conhece muito sobre dança do ventre.
6 ) Para todas as alunas, no que se refere à didática da professora, ela consegue ensinar com excelência.
7 ) Com relação às correções em sala de aula feitas pela professora, todas as alunas gostam, pois ajuda a melhorar a técnica de dança.
8 ) A respeito da energia encontrada no ambiente da escola, todas as alunas anotaram que se sentem bem quando vão à aula.
Ficamos muito contentes com as respostas das alunas, pois sentimos que estamos no caminho certo. E você, o que está esperando? Venha conhecer a nossa escola, aprender dança do ventre, fazer novas amizades e usufruir de todos os benefícios que esta arte maravilhosa nos proporciona. Quem dança é mais feliz!
Há alguns dias atrás, me
deparei com um antigo ditado hindu:
“Quando o discípulo está
pronto, o mestre aparece”.
O que quer dizer isso?
Significa que, quando estamos prontos para algum novo aprendizado, aparecerá um
mestre para nos ajudar a trilhar esse caminho. Porém, às vezes, não estamos
100% prontos, e acabamos não dando o devido valor que o nosso mestre merece.
Eu, como professora de dança
do ventre, de vez em quando fico um pouco entristecida com alguns
comportamentos (tanto de alunas minhas, quanto de alunas de outras escolas).
Não estou falando de ninguém em particular, mas são algumas situações pelas
quais já passei, ou que já vi acontecerem com outras professoras de dança do
ventre. Vejamos:
- A aluna que acha que sabe
mais que a professora.
- A aluna que falta
constantemente às aulas, ou sempre chega muito atrasada.
- A aluna que não estuda em
casa, para reforçar os movimentos que aprendeu em sala de aula.
- A aluna que quer dançar no
espetáculo, mas falta aos ensaios, o que impacta diretamente na performance do
grupo.
- A aluna que não tem
gratidão pelas suas antigas professoras, e “apaga” o nome delas do seu
currículo.
- A aluna que só quer se
apresentar, mas some da sala de aula após o espetáculo.
- A aluna que quer ensinar a
sua própria professora, e tenta impor a ela como deve dar aula.
- A aluna que só vem à aula
para falar mal da família, dos amigos, do cachorro, do papagaio...
- A aluna que chega atrasada
ao espetáculo, deixando a professora com o coração na mão.
- A aluna que vive
criticando as outras dançarinas, porque só ela dança bem.
Sabemos que ninguém é
perfeito. Eu, como professora, não sou nem nunca fui perfeita. Porém, esses
comportamentos, caso sejam frequentes, geram um clima ruim e também impedem o aprendizado.
Para que possamos assimilar algo, precisamos estar 100% confiantes no trabalho
da nossa professora, e fazer a nossa parte. Se não fizermos a nossa parte, é
apenas desperdício de tempo e de dinheiro.
Caso você tenha alguns
desses comportamentos porque está insatisfeita com a sua professora, sugiro que
mude de escola. O ensino exige confiança de ambas as partes (a aluna confia na
capacidade da professora, e a professora confia na dedicação da aluna).
Mas se, por outro lado, você
tem alguns desses comportamentos e nunca prestou atenção nisso, sugiro que você
mude. Pode não ser fácil no primeiro momento, mas se você conseguir, é certo que
vai crescer muito, tanto na vida pessoal, quanto na dança.
Para finalizar, peço
desculpas se alguém se sentiu ofendido com a minha postagem, já que não era
essa a minha intenção. Errar todo mundo erra, o que não podemos fazer é
persistir no mesmo erro a vida inteira. Um abraço!
Informações
básicas sobre o povo cigano
Os ciganos geralmente
(mas não necessariamente) são nômades, e por muito tempo não se sabia qual a
sua origem. Mais tarde, confirmou-se que eles saíram do Noroeste da Índia, há
aproximadamente 1500 anos, para fugir às invasões e à escravidão. A origem
indiana foi confirmada pelo estudo linguístico, e posteriormente pela pesquisa genética.
Ocorreram, pelo menos, três grandes ondas migratórias, feitas pelos ciganos, em
direção à Europa, África, Oriente Médio e América. Foram muito perseguidos e
estigmatizados, sendo inclusive exterminados em diversos países e épocas. Os
ciganos são minoria em todos os países em que vivem, e subdividem-se em pelo
menos quatro grupos étnicos: Rom, Sinti, Caló e Romnichals. Até hoje, sofrem
muito com a pobreza e o preconceito, mas não podemos ignorar a sua
contribuição, principalmente nas artes. Toda a tradição cultural dos ciganos é
transmitida oralmente, de geração a geração.
Na página cujo link segue
abaixo, tem um texto muito interessante sobre a cultura cigana em diversos
países. Vale a pena ler o artigo todo, pois é uma verdadeira aula sobre os
povos ciganos.
Nesse texto, eles citam os
Banjaras, os Kalibilias, os Nat e os Bopas (ciganos músicos e dançarinos), cuja
função era cantar, dançar, fazer acrobacias e atuar nas cortes reais e para os
soldados.
Ainda citando o texto acima,
eles explicam que os ciganos tocam diversos instrumentos musicais que também
são utilizados nas músicas orientais, tais como o acordeão, o bouzouki (tocado na
dança do ventre grega), o saxofone, o violino e o pandeiro. Quanto aos ritmos
tocados pelos ciganos, um deles é o baladi, que é de origem egípcia.
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| Dança e música cigana |
A arte de rua, o circo e o
cinema no Egito
Quando os franceses invadiram o Egito em 1798, encontraram as ghawazee, dançarinas ciganas que se apresentavam profissionalmente. Essas mulheres são uma das bases da dança do ventre, tal qual a conhecemos hoje. Além das ghawazee, existiam os músicos ciganos, que tocavam para elas.
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| Dançarinas e músicos ghawazee |
http://azizamahaila.blogspot.com/2020/05/dancarinas-precursoras.html
Quanto ao circo, sua origem
é muito antiga, e não se sabe exatamente onde nem quando surgiu. Porém, os
ciganos e o circo estão indissoluvelmente conectados, já que muitos artistas
ciganos eram artistas circenses. O primeiro circo egípcio foi fundado em 1889,
por Mohamed El-Helw, e na década de 1950 a família El-Helw fundou o Circo
Nacional, que foi nacionalizado em 1960.
Segundo o professor Anthar
Lacerda, existiam várias famílias ciganas no Egito como, por exemplo, as
famílias Ibrahim e Akef. O Anthar também falou que algumas das dançarinas que
aparecem nos antigos filmes egípcios eram de origem ghawazee, ou seja, cigana.
Uma dessas bailarinas, que
se tornou muito famosa, foi Naima Akef. A sua família tinha um circo, porém ele
faliu, e Naima passou a dançar no Cassino de Badia Masabni. Mais tarde, Naima
Akef participou de diversos filmes egípcios, e é considerada uma das divas da
Era de Ouro da dança do ventre.
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| (Naima Akef) |
Outra família cigana extremamente importante é a Mazin. O pai, Yusef Mazin, teve várias filhas artistas, que executavam a dança ghawazee tradicional, e participaram de alguns filmes egípcios. Atualmente, é praticamente apenas a filha Khairiyah que ainda tem uma carreira artística.
No vídeo abaixo, sobre as
irmãs Mazin (ou Banat Mazin), pode-se ver como os ciganos surgiram no Egito, e como era a rotina
dessas artistas:
https://www.youtube.com/watch?v=A8kOjzcM19w
E este outro vídeo é o
mesmo, só que mais completo, mostra não só as irmãs Mazin, como outros artistas
ciganos:
https://www.youtube.com/watch?v=jQRanm2iV48
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| (Banat Mazin) |
Em uma antiga revista da Khan el Khalili, encontrei um texto intitulado “O vestígio cigano ligado à dança do ventre”, e na verdade foi este texto que me inspirou a criar a postagem de hoje. Vou citar um trecho da matéria da revista, pois considero que demonstra claramente a importância dos artistas ciganos:
“Apesar das reservas do
povo, a dança permaneceu como meio indispensável de animação nas festas
particulares. Viajando por todos os lugares e mesclando-se aos costumes locais,
as formas de dança se modificam ao sabor da região onde são executados os
movimentos. Apesar dessa diversidade, alguns elementos se mantém e aparecem similares
em diversas partes do mundo, como se fossem uma só.
Braços sinuosos e o deslizar
da cabeça, de um lado a outro, são movimentos comuns na dança indiana, persa,
turca e árabe. O elaborado desenho com os dedos, tão característico da dança
indiana, também aparece no Marrocos e na Algéria.
Na Andaluzia, Espanha,
encontramos o flamenco, que é uma combinação da dança cigana e espanhola com
forte aroma oriental. O trabalho dos pés, altamente elaborado, leva-nos à
lembrança da dança indiana. Em algumas formas de flamenco, a semelhança com a
dança árabe é bastante perceptível.”
Espero que o texto tenha
sido útil, e uma feliz dança a todos nós!
Fontes utilizadas:
Revista Khan el Khalili ano 1 nº 03
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