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sexta-feira, 12 de junho de 2020

MINHAS BAILARINAS PREFERIDAS


Hoje eu vou falar sobre as minhas bailarinas preferidas da Era de Ouro da dança do ventre: Tahia Carioca e Nagwa Fouad. Existem diversas dançarinas atuais que são maravilhosas, mas as bailarinas antigas são uma referência muito importante para todas nós. O critério desta postagem é puramente afetivo: eu simplesmente adoro as duas!

TAHIA CARIOCA nasceu no Egito em 1919, com o nome de Badaweya Mohamed Kareem Al Nirani. Tahia queria ser dançarina, mas como sua família não deixava, ela foi para o Cairo, onde estudou dança na escola Ivanova.



Na década de 1930, ela conheceu Badia Masabni, a proprietária do Casino Opera. Badia treinou-a e no início colocou-a como dançarina do coro, mas mais tarde ela se tornou solista. No Casino de Badia, executavam-se diversas danças, não apenas a dança oriental, e Tahia aprendeu o samba, vindo daí o nome “Carioca”.

Ela atuou em 120 filmes egípcios, e para nossa sorte existem muitos registros da sua dança. Era uma artista completa: dançava, cantava e atuava. Foi muito famosa na sua época, e até hoje é considerada uma das maiores bailarinas de todos os tempos. A partir de 1963, dedicou-se ao teatro. Teve uma vida pessoal agitada: casou-se 14 vezes, envolveu-se em protestos políticos, foi presa, converteu-se ao Islamismo. Faleceu em 1999.

Segundo o blog Cadernos de Dança, a dança dela é delicada e graciosa, e tem as seguintes características técnicas:

“Tahia Carioca utilizava passos pequenos, sem as marcações fortes que estamos acostumadas a ver nas bailarinas modernas. O material de estudo desta bailarina é de relativo fácil acesso, já que participou de inúmeros filmes e muitos são encontrados na internet.
Trabalhava oitos e camelos, além de meia lua para frente com o quadril. Os braços ficam posicionados na altura do busto ou juntos, acima da cabeça – nunca extremamente alongados, sempre em uma posição bastante natural. Um detalhe interessante: usava variações de altura, explorando muito as alternâncias de plano (baixo e médio) com o recurso de flexão de joelhos.
Desta forma, sua dança não fica apenas concentrada na altura dos quadris, como é comum ver por aí.”
  


Por que eu adoro a Tahia: além de sua dança ser linda e impecável, eu acho a expressão dela de uma doçura incrível. A Tahia era extremamente feminina, e tinha um olhar meio tímido que me encanta. Era também uma mulher belíssima.

NAGWA FOUAD também era egípcia e nasceu em 1943, com o nome de Awatef Mohammed El Agamy. Aos 16 já dançava em festas de família, e sua carreira vai das décadas de 50 a 90. Estudou na Mazloum Dance School e dançou no grupo de folclore ocidental National Dance Troupe. Nagwa dançava não apenas dança do ventre e folclore árabe, mas também balé, jazz e dança contemporânea, e usava seus conhecimentos nessas danças para fazer fusões muito criativas.  



Assim como Tahia Carioca, era uma artista de múltiplos talentos: dançava, cantava e atuava, e existem diversos vídeos seus no Youtube. Participou de mais de 350 filmes, e também foi produtora de cinema. Tinha sua banda e grupo próprio, todos da melhor qualidade, e eles excursionam pelo Egito, mostrando a sua arte. Além disso, Nagwa Fouad se apresentou na Europa, Estados Unidos e Ásia e fundou uma escola de dança do ventre em Nova Iorque. 

Segundo o blog da Shaina Nur, sua dança caracterizava-se pela:

“... postura alongada, embora com braços relaxados e como prefere as ondulações como oitos e redondos emendados com pivôs. Apesar disso, quando utiliza batidas prefere fazê-las com muita intensidade.”



Por que eu adoro a Nagwa: ela era uma mulher lindíssima, carismática, empoderada e quando dançava mostrava o seu sorriso mais alegre. Eu acho as apresentações dela muito glamurosas, era a bailarina que “chegava para brilhar”.

E quanto a você, quais são as suas bailarinas preferidas?

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Fontes:

“Os pilares da profissionalização em dança do ventre”, volume I, História e Folclore, Brysa Mahaila, São Paulo, Editora Kaleidoscópio de Ideias, 2016.


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