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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO

Você já deve ter ouvido a expressão “sair da zona de conforto”, não é mesmo? E o que vem a ser isso? Segundo o site www.significados.com.br:

 

“Zona de conforto é uma série de ações, pensamentos e comportamentos que uma pessoa está acostumada a ter e que não a causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. É uma região onde nenhum indivíduo se sente ameaçado.

Na zona de conforto, as pessoas realizam sempre um determinado tipo de comportamento que lhe dá um desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança. Essa segurança é uma falsa segurança, uma vez que, quando ocorre uma grande mudança, quem está muito confortável leva um choque maior, e estará menos preparado para sobreviver do que os outros.

Os indivíduos em geral, necessitam saber operar fora de sua zona de conforto para realizar avanços, melhorar seu desempenho seja ele no trabalho, na vida pessoal etc. A zona de conforto é um tema sempre muito debatido na psicologia.”

Fonte: https://www.significados.com.br/zona-de-conforto/

 

Como é difícil sair da zona de conforto! E por que isso? É muito mais seguro, para o ser humano, evitar o desconhecido. O que não conhecemos pode ser perigoso, não é mesmo? Os nossos ancestrais sabiam que determinados frutos podiam ser consumidos, e que se comessem algum alimento novo, cujas propriedades não eram conhecidas, corriam até o risco de morrer. Ficar na zona de conforto é um instinto de segurança para o homem. Também é uma questão de controle. O que eu controlo, posso prever e até conduzir o resultado. O que eu não controlo, pode ter um resultado prejudicial.

Ao mesmo tempo, se não nos arriscamos com o novo, ficamos estagnados. Imagine a seguinte situação: se os seres humanos não fossem pessoas curiosas, dispostas a tentar coisas novas, não estaríamos no estágio evolutivo atual. Ainda viveríamos em cavernas, andaríamos a pé, usaríamos roupas feitas de peles de animais. A mudança constante é necessária para a própria preservação da espécie humana. Você lembra do famoso ditado "pedra que rola não cria limo"? Quer dizer que precisamos nos movimentar, para evitar a estagnação.

E o que isso tem a ver com a dança do ventre? Claro que tudo! Se nós queremos crescer na dança, precisamos sair da zona de conforto.  Cada aluna de dança do ventre, cada bailarina, cada professora, tem a sua própria zona de conforto. Eu sei que é difícil fugir dessa zona, por experiência própria. Vou citar três dificuldades minhas, que estou tentando vencer:

IMPROVISO - eu sempre tive muita dificuldade para improvisar. Por muitos anos, evitei ao máximo todo e qualquer improviso na dança e só dançava com coreografia. Só que a minha professora, Linda Hathor, há alguns anos começou a exigir que eu improvisasse. Eu faço aula personal com ela, e no final de cada aula, ela me pedia um improviso. Gente, eu suava de nervoso, travava quando não sabia o que eu “devia” fazer, chegava a bufar! Em 2018, decidi improvisar quase todos os dias, e comecei a gravar os improvisos. O que era tão difícil para mim, quase impossível, aos poucos começou a ficar mais fácil. E adivinha o que aconteceu? Estou ficando viciada no improviso – hehehehe. Está saindo coisa boa? Para mim, ainda não está bom, mas tenho certeza de que o processo está indo maravilhosamente bem.

SHIMMY – quem foi que inventou o shimmy, gente? Eita, movimento complicado! Para algumas pessoas, parece ser tão simples... Para mim, é um desafio constante, e eu sempre fugia do estudo sistemático dessa técnica. No dia 29 de outubro deste ano, decidi fazer o desafio dos 108 dias de shimmy, proposto pela Ju Marconato. E quando eu terminar os 108 dias, faço outros 108, se necessário. O shimmy vai ter que sair, nem que seja na marra!

MESMICE – na hora do improviso, parece que sempre saem os mesmos movimentos! E quando vou coreografar, parece que sempre penso da mesma forma costumeira. É a famosa “mesmice”. Confesso que essa dificuldade ainda está para ser enfrentada por mim. Não sei se isso acontece com toda bailarina ou professora de dança, apenas sei que cada uma tem seu estilo, e geralmente damos preferência a alguns movimentos e técnicas, criando uma linguagem própria.

Sobre a questão da zona de conforto, achei esta frase muito bonita:

Como funciona a zona de conforto, e como é o enfrentamento dela? É só olhar para a imagem abaixo, para ver que são quatro zonas (de conforto, do medo, de aprendizado e de crescimento):



Note que a única forma de realizarmos nossos sonhos é atravessando as zonas de conforto, do medo, de aprendizado, até chegar à zona do crescimento. É sofrido? Dá medo? O desânimo bate à porta? Claro que tudo isso é verdade. Mas também é verdade que os benefícios virão para quem topar esse desafio. E você, sabe qual é a sua zona de conforto? Está disposta a vencer essa barreira? Tenho uma sugestão para você: faça uma lista das suas dificuldades e do que quer conquistar, mesmo que isso signifique sair da zona de conforto. Força na peruca, foco e fé!

 

 

 

 

 

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