Você já deve ter ouvido a expressão “sair da zona de conforto”, não é mesmo? E o que vem a ser isso? Segundo o site www.significados.com.br:
“Zona de conforto é uma
série de ações, pensamentos e comportamentos que uma pessoa está acostumada a
ter e que não a causam nenhum tipo de medo, ansiedade ou risco. É uma região
onde nenhum indivíduo se sente ameaçado.
Na zona de conforto, as
pessoas realizam sempre um determinado tipo de comportamento que lhe dá um
desempenho constante, porém limitado e com uma sensação de segurança. Essa
segurança é uma falsa segurança, uma vez que, quando ocorre uma grande mudança,
quem está muito confortável leva um choque maior, e estará menos preparado para
sobreviver do que os outros.
Os indivíduos em geral,
necessitam saber operar fora de sua zona de conforto para realizar avanços,
melhorar seu desempenho seja ele no trabalho, na vida pessoal etc. A zona de
conforto é um tema sempre muito debatido na psicologia.”
Fonte: https://www.significados.com.br/zona-de-conforto/
Como
é difícil sair da zona de conforto! E por que isso? É muito mais seguro, para o
ser humano, evitar o desconhecido. O que não conhecemos pode ser perigoso, não
é mesmo? Os nossos ancestrais sabiam que determinados frutos podiam ser
consumidos, e que se comessem algum alimento novo, cujas propriedades não eram
conhecidas, corriam até o risco de morrer. Ficar na zona de conforto é um
instinto de segurança para o homem. Também é uma questão de controle. O que eu
controlo, posso prever e até conduzir o resultado. O que eu não controlo, pode ter um resultado prejudicial.
Ao
mesmo tempo, se não nos arriscamos com o novo, ficamos estagnados. Imagine a
seguinte situação: se os seres humanos não fossem pessoas curiosas, dispostas a
tentar coisas novas, não estaríamos no estágio evolutivo atual. Ainda
viveríamos em cavernas, andaríamos a pé, usaríamos roupas feitas de peles de
animais. A mudança constante é necessária para a própria preservação da espécie
humana. Você lembra do famoso ditado "pedra que rola não cria limo"? Quer dizer que precisamos nos movimentar, para evitar a estagnação.
E o que isso tem a ver com a dança do ventre? Claro que tudo! Se nós queremos crescer na dança, precisamos sair da zona de conforto. Cada aluna de dança do ventre, cada bailarina, cada professora, tem a sua própria zona de conforto. Eu sei que é difícil fugir dessa zona, por experiência própria. Vou citar três dificuldades minhas, que estou tentando vencer:
IMPROVISO
- eu sempre tive muita dificuldade para improvisar. Por muitos anos, evitei ao
máximo todo e qualquer improviso na dança e só dançava com coreografia. Só que
a minha professora, Linda Hathor, há alguns anos começou a exigir que eu
improvisasse. Eu faço aula personal com ela, e no final de cada aula, ela me
pedia um improviso. Gente, eu suava de nervoso, travava quando não sabia o que
eu “devia” fazer, chegava a bufar! Em 2018, decidi improvisar quase todos os
dias, e comecei a gravar os improvisos. O que era tão difícil para mim, quase
impossível, aos poucos começou a ficar mais fácil. E adivinha o que aconteceu?
Estou ficando viciada no improviso – hehehehe. Está saindo coisa boa? Para mim,
ainda não está bom, mas tenho certeza de que o processo está indo
maravilhosamente bem.
SHIMMY
– quem foi que inventou o shimmy, gente? Eita, movimento complicado! Para
algumas pessoas, parece ser tão simples... Para mim, é um desafio constante, e
eu sempre fugia do estudo sistemático dessa técnica. No dia 29 de outubro
deste ano, decidi fazer o desafio dos 108 dias de shimmy, proposto pela Ju
Marconato. E quando eu terminar os 108 dias, faço outros 108, se necessário. O
shimmy vai ter que sair, nem que seja na marra!
MESMICE
– na hora do improviso, parece que sempre saem os mesmos movimentos! E quando
vou coreografar, parece que sempre penso da mesma forma costumeira. É a famosa
“mesmice”. Confesso que essa dificuldade ainda está para ser enfrentada por
mim. Não sei se isso acontece com toda bailarina ou professora de dança, apenas
sei que cada uma tem seu estilo, e geralmente damos preferência a alguns
movimentos e técnicas, criando uma linguagem própria.
Sobre
a questão da zona de conforto, achei esta frase muito bonita:
Como
funciona a zona de conforto, e como é o enfrentamento dela? É só olhar para a
imagem abaixo, para ver que são quatro zonas (de conforto, do medo, de
aprendizado e de crescimento):
Note
que a única forma de realizarmos nossos sonhos é atravessando as zonas de
conforto, do medo, de aprendizado, até chegar à zona do crescimento. É sofrido?
Dá medo? O desânimo bate à porta? Claro que tudo isso é verdade. Mas também é
verdade que os benefícios virão para quem topar esse desafio. E você, sabe qual
é a sua zona de conforto? Está disposta a vencer essa barreira? Tenho uma
sugestão para você: faça uma lista das suas dificuldades e do que quer
conquistar, mesmo que isso signifique sair da zona de conforto. Força na
peruca, foco e fé!
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