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terça-feira, 25 de maio de 2021

DANÇA DO VENTRE E GRAVIDEZ

O tema de hoje foi sugerido pela minha aluna Bruna Eloisy que está grávida. Parabéns, Bruna!

Será que a mulher pode praticar dança do ventre se estiver grávida? Na grande maioria dos casos pode sim, mas o correto é sempre perguntar ao médico. Se o médico liberar a gestante para a prática de dança, então está tudo bem. A não ser em casos de gravidez de risco, daquelas em que a mulher precisa evitar movimentos em excesso, fazer alguma atividade física é extremamente benéfico para as gestantes.

Como a dança do ventre não é uma atividade com impacto, geralmente as suas praticantes podem continuar normalmente com as aulas, bem como as professoras gestantes podem continuar a dar aulas. Eu até já tive uma professora que estava grávida, e ela continuou a dar aulas até pouco antes de dar à luz.  

Existe um texto interessantíssimo, da bailarina e pesquisadora Morocco, que explica que a dança do ventre originou-se de um ritual de preparação para o parto. Vale a pena ler, o link segue abaixo:

https://www.angelfire.com/co2/dventre/parto.html

A bailarina Níjme, que teve dois filhos, escreveu em seu livro “Ventre que encanta”:

“A dança, quando praticada com a orientação de uma profissional, traz autoestima, faz com que a mulher se sinta bela e maravilhosa, mesmo com aquela barriga e jeito de grávida. Por exercitar quase toda a musculatura, tendões e ligamentos, principalmente a do quadril e regiões perineal e vaginal, as mulheres que praticam a dança durante a gestação podem ter um parto mais feliz, tanto para ela como para o filho. “

E a dançarina Patrícia Bencardini, em seu livro “Dança do ventre – ciência e arte”, diz que as gestantes que fazem atividade física “costumam ter um parto mais tranquilo e retornam mais rapidamente à antiga forma.”

Ainda segundo Patrícia Bencardini, quem está grávida e nunca fez dança do ventre, não deve começar a estudar nesse período. Já as mulheres que praticam dança do ventre e engravidam, podem continuar a dançar se tiverem liberação médica, sempre adaptando as técnicas às mudanças que ocorrem em seu corpo. Ela sugere evitar e/ou tomar cuidado com as contrações no baixo ventre e os shimies de contração.

O ideal é que a aluna gestante e a professora conversem sobre as atividades que são feitas em sala de aula, e caso algum exercício cause desconforto à aluna, é bom que ela avise a professora imediatamente. O mais importante é que a saúde, tanto da futura mamãe quanto do bebê, seja preservada.

 


Fontes utilizadas:

Martins, Luciana Ferraz do Amaral. Ventre que encanta – São Paulo: Edição do Autor, 2005.

Bencardini, Patrícia. Dança do ventre: ciência e arte. São Paulo: Baraúna, 2009.

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