O tema de hoje foi sugerido pela minha aluna Bruna Eloisy que está grávida. Parabéns, Bruna!
Será que a
mulher pode praticar dança do ventre se estiver grávida? Na grande maioria dos
casos pode sim, mas o correto é sempre perguntar ao médico. Se o médico liberar
a gestante para a prática de dança, então está tudo bem. A não ser em casos de
gravidez de risco, daquelas em que a mulher precisa evitar movimentos em
excesso, fazer alguma atividade física é extremamente benéfico para as
gestantes.
Como a dança
do ventre não é uma atividade com impacto, geralmente as suas praticantes podem
continuar normalmente com as aulas, bem como as professoras gestantes podem continuar
a dar aulas. Eu até já tive uma professora que estava grávida, e ela continuou
a dar aulas até pouco antes de dar à luz.
Existe um
texto interessantíssimo, da bailarina e pesquisadora Morocco, que explica que a
dança do ventre originou-se de um ritual de preparação para o parto. Vale a
pena ler, o link segue abaixo:
https://www.angelfire.com/co2/dventre/parto.html
A bailarina
Níjme, que teve dois filhos, escreveu em seu livro “Ventre que encanta”:
“A dança,
quando praticada com a orientação de uma profissional, traz autoestima, faz com
que a mulher se sinta bela e maravilhosa, mesmo com aquela barriga e jeito de
grávida. Por exercitar quase toda a musculatura, tendões e ligamentos,
principalmente a do quadril e regiões perineal e vaginal, as mulheres que
praticam a dança durante a gestação podem ter um parto mais feliz, tanto para
ela como para o filho. “
E a
dançarina Patrícia Bencardini, em seu livro “Dança do ventre – ciência e arte”,
diz que as gestantes que fazem atividade física “costumam ter um parto mais
tranquilo e retornam mais rapidamente à antiga forma.”
Ainda
segundo Patrícia Bencardini, quem está grávida e nunca fez dança do ventre, não
deve começar a estudar nesse período. Já as mulheres que praticam dança do
ventre e engravidam, podem continuar a dançar se tiverem liberação médica, sempre
adaptando as técnicas às mudanças que ocorrem em seu corpo. Ela sugere evitar
e/ou tomar cuidado com as contrações no baixo ventre e os shimies de contração.
O ideal é
que a aluna gestante e a professora conversem sobre as atividades que são
feitas em sala de aula, e caso algum exercício cause desconforto à aluna, é bom
que ela avise a professora imediatamente. O mais importante é que a saúde,
tanto da futura mamãe quanto do bebê, seja preservada.
Fontes utilizadas:
Martins,
Luciana Ferraz do Amaral. Ventre que encanta – São Paulo: Edição do Autor,
2005.
Bencardini,
Patrícia. Dança do ventre: ciência e arte. São Paulo: Baraúna, 2009.

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