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| Rudolf Laban |
Coreógrafo, bailarino,
teatrólogo, considerado o maior teórico da dança do século XX, criador da
“dança-teatro”. Era formado em Arquitetura, mas dedicou sua vida à dança. Pessoalmente, foi influenciado pela Teosofia, Sufismo
e Hermetismo, e essas influências espirituais foram repassadas à sua teoria da
dança. Laban procurava a forma natural como as pessoas se movem, e a sua
dança tinha como objetivo a expressão das emoções humanas.
Segundo a Wikipedia, a importância da obra de
Laban vai muito além da dança:
“As concepções expressas por Laban sobre o movimento humano
causaram grande impacto e passaram a influenciar os trabalhos desenvolvidos em
áreas tão diversas como Educação, Psicologia, Fonoaudiologia, Teatro, Dança,
Música, Artes e Educação Física.”
E mais uma
vez citando as palavras da Wikipedia:
“Suas teorias sobre o movimento e a coreografia estão entre
os fundamentos principais da Dança Moderna e fazem parte de todas as abordagens
contemporâneas da dança.”
De acordo
com o site Dança
Movimento Terapia, mais uma vez constatamos a importância do
trabalho de Laban:
“Todos
os
trabalhos que desenvolveu foram sobre os
elementos que constituem o movimento e a sua utilização, dando ênfase aos
aspectos psíquicos e fisiológicos que levam o ser humano ao movimento. A
metodologia e a profundidade do seu estudo ajuda-nos a perceber o ser humano
através do movimento nos mais diversos aspectos e pode ser aplicada nos
diferentes setores da atividade humana, artes, educação, trabalho, psicologia,
sociologia, etc.
Foi
através do seu sistema de Análise do Movimento que muitos dos seus seguidores
começaram a introduzir a Dança em contextos terapêuticos e Dança Educativa.”
Laban foi o autor de diversos
livros: “Domínio do movimento”, “Corêutica” e “Dança educativa moderna”, e
muitos outros. Conforme o site Slide
Share, no livro Corêutica, Laban falou sobre a:
“...
teoria da harmonia do espaço, uso do movimento/tempo no espaço, uso das
dinâmicas do movimento. Na Corêutica, desenvolveu uma espécie de escala de
movimentos. Nos exercícios da Corêutica, o dançarino pode praticar o movimento
em 12 direções, assim como músicos praticam as notas musicais. As doze direções
são definidas ao se dividir o espaço ao redor do dançarino em três planos: o
plano vertical (ou plano da porta), o plano horizontal (ou plano da mesa) e o
plano sagital (plano da roda). Quando os doze ângulos desses 3 planos
imaginários são conectados com linhas, outros 20 pequenos triângulos são
formados. Eles formam o Icosaedro.”
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| Os planos e as direções |
“...
é tudo que podemos alcançar com todas as partes do corpo, perto ou longe,
grande ou pequeno, com movimentos rápidos ou lentos etc. A Kinesfera ou
Cinesfera é a esfera que delimita o limite natural do espaço pessoal, no
entorno do corpo do ser movente. Esta esfera cerca o corpo esteja ele em
movimento ou em imobilidade, e se mantém constante em relação ao corpo, sendo
‘carregada’ pelo corpo quando este se move.”
Segundo a Wikipedia:
“Laban utiliza as figuras geométricas para dar suporte à
movimentação do ator-dançarino. Ele propõe a escala dimensional, respeitando a
relação entre altura, largura e comprimento das figuras geométricas como o
cubo, o tetraedro, o octaedro, o icosaedro e o dodecaedro; tais representações
geométricas viabilizavam movimentos pl (vertical), (horizontal), (sagital)e nos
níveis alto, médio e baixo. Dessa forma, ações dramáticas podem ser realizadas
nas posições das vértices dessas figuras, bem como em suas diagonais, de forma
que o ator atua ampliando a sua kinesfera, buscando uma limpeza gestual e
organicidade, assim, ele também amplia seu espaço cênico.”
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| Laban e a Kinesfera |
“Descreve
padrões de colocação de peso, mudanças em nível e direção no espaço, duração do
movimento (tempo e ritmo), padrões de toque, orientação e padrões desenhados no
chão. Em outras palavras, a Labonotação registra Jane colocando seus pés à sua
frente no chão, gradualmente transferindo seu peso de sua pélvis para seus pés,
colocando suas mãos na cadeira, elevando o torso, e as direções espaciais
exatas e a duração de seu movimento.”
Além da Labonotação, outra
contribuição da Laban foi a Labanálise,
abaixo explicada por Ciane Fernandes:
“Expressividade/Forma
é um método sistemático de observação, registro e análise dos aspectos
qualitativos do movimento corporal. A qualidade do movimento pode ser pensada
em termos de ‘como’ um movimento é realizado. Responde a questões do tipo: Como
Jane saiu da cadeira? Ela foi rápida e forte em sua qualidade de movimento? Talvez
ela tenha se jogado para fora da cadeira
com uma qualidade pesada? Veio de um impulso central ou com contratensões
espaciais nos membros?(...) O movimento começou no torso que é a área central
do corpo? O movimento começou nas mãos que é uma área periférica do corpo?”
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| Laban ensinando |
“Espaço (onde)
A
partir da noção de amplitude máxima do espaço cênico, ou global, a bailarina
pode trazer linhas para a execução de figuras impressas nos movimentos. A noção
de centro permite que sejam explorados diferentes direcionamentos (frente e
trás, laterais direita e esquerda, diagonais frente e trás) e trajetórias
(retilíneas ou curvilíneas). Ciente disso, a bailarina consegue explorar as
possibilidades de espaço cênico de forma a melhor adaptar-se a ele. Isso
propicia, por sua vez, a criação de figuras interessantes que valorizam o
estilo de dança e a coreografia.
Corpo (que)
O
corpo é a ferramenta em que as técnicas e as práticas corporais específicas se
dão mediante treinamento na construção de um determinado vocabulário escolhido
ou múltiplo. Portanto, pensar corpo sugere a aplicação dos mecanismos
físico-funcionais e de expressividade que devem atuar juntos no estilo de dança
ao qual a bailarina está se dedicando. Laban sugere empregar múltiplas
possibilidades do movimento locomotor (simétricos e assimétricos, variações de
eixos e poses) e, assim, explorar ao máximo o espaço cênico, movidos pela
percepção da amplitude dos movimentos se dá pela cinesfera, assim como as
trajetórias partem do corpo para o espaço.
Dinâmica (como)
A
dinâmica está associada à qualidade do movimento, expressividade e fluência.
Ela trata da energia, do esforço, dos impulsos para o mover-se em cena e
subdivide-se, segundo estudos de laboanálise, em peso, foco, tempo, fluência.
Esses elementos, por sua vez, possuem dois contrastes, forte e fraco.
Importante também é lembrar que entre opostos existem infinidades de
graduações.”
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| As direções que podem ser utilizadas no palco |
“Enquanto que os movimentos
dos animais são instintivos e basicamente realizados em resposta à estimulação
exterior, os do homem encontram-se caracterizados por qualidades humanas; por
intermédio deles o homem se expressa e comunica algo de seu interior. Tem ele a
faculdade de tomar consciência dos padrões que seus impulsos criam e de
aprender a desenvolvê-los, remodela-los e usá-los.”
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| Laban e sua teoria |
Fontes
utilizadas:
Mahaila, Brysa. Os pilares
da profissionalização em dança do ventre: música, dramaticidade e expressão,
volume 2, 1ª edição. São Paulo: Kaleidoscópio de Ideias, 2017.
http://www.wikidanca.net/wiki/index.php/Rudolf_von_Laban
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rudolf_Laban
https://dancoterapia.wordpress.com/dancoterapeutas/rudolf-laban/
https://pt.slideshare.net/tollens/rudolf-von-laban
http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=262
http://www.wikidanca.net/wiki/index.php/Sistema_Laban/Bartenieff






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