Há alguns dias atrás, eu estava
lendo a Revista Veja, e havia um texto muito bonito da Lucília Diniz. Separei um
trecho do texto para vocês (está na edição de 03 de novembro de 2020):
“Não se trata de vidência,
mas de lógica. Nossas conquistas, na maioria das vezes, dependem menos do acaso
do que da determinação. Se você quiser se aperfeiçoar na arte da culinária, por
exemplo, deve cozinhar hoje. Se deseja um dia cantar sem espantar os amigos,
cante hoje. Se almeja chegar firme e sacudido aos 80, malhe hoje. E assim por
diante. Varia o objetivo, não o dia de começar a concretizá-lo – é sempre hoje.
Portanto, incorpore à rotina tudo aquilo que fará você uma pessoa parecida com
seus melhores anseios. Se preciso, saia de sua zona de conforto, mesmo que seja
para criar outra, mais consciente.”
Eu acho que toda professora de dança do ventre escuta muito esta frase: "eu acho tão linda a dança do ventre, gostaria muito de saber dançar". Eu ouço isso constantemente, e quase sempre alguém faz um comentário assim nas minhas postagens nas redes sociais. Neste caso, o que a pessoa deve fazer? Procurar um professor ou uma professora de dança do ventre, é lógico! É muito difícil – para não dizer quase impossível – começar a aprender algo tão complexo quanto dança do ventre, sem o auxílio de alguém qualificado.
E voltando ao texto da
Lucília Diniz, quando a gente deve fazer isso? HOJE! Nós temos a tendência de
viver remoendo o passado, ou jogar tudo para o futuro, e frequentemente nos
esquecemos do momento presente. Se eu quero, para o fim do ano, me apresentar
em um evento de dança do ventre, preciso começar a fazer aulas no início do
ano. Eu planejo o meu sonho futuro, mas utilizo o meu momento presente, para que isso
realmente aconteça.
E a preguiça? Ai, a
preguiça... Ela nos impede de realizarmos os nossos sonhos. A propósito, neste
domingo, no programa Fantástico, foi apresentada uma matéria incrivelmente
inspiradora:
Um moço norte-americano,
portador de Síndrome de Down, era um rapaz muito desmotivado, só ficava no sofá
da casa. Seu nome era Chris Nikic, e ele tinha 18 anos de idade. O pai dele, então, para motivá-lo, pediu
que ele escrevesse em um quadro as três coisas que ele mais queria na vida. O
rapaz escreveu:
- um carro
- uma casa
- uma namorada
O pai dele explicou que, se
ele continuasse sentado no sofá, nunca conseguiria realizar os seus sonhos. O
rapaz começou, então, a fazer atividades físicas, e isso foi muito bom para
ele, tanto no aspecto físico quanto no mental. Além disso, seus objetivos
começaram a aumentar, e ele foi executando um por um. Com o passar do tempo,
ele aprendeu várias modalidades: corrida, natação, musculação, ciclismo. Com 21
anos de idade, decidiu se inscrever para o Iron Man - são 3,8 km nadando, 180
km pedalando e 42 km correndo, tudo isso dentro do prazo máximo de 17 horas.
Ele é o primeiro atleta com Síndrome de Down a realizar um Iron Man. Que
história incrível!
E você, quais são os seus
sonhos? Aprender a dançar? Melhorar os seus movimentos? Aprender a coreografar?
Ter mais segurança na hora de improvisar? Conquistar uma certificação na dança,
ou vencer um concurso? Relembrando as palavras da Lucília Diniz: “incorpore à
rotina tudo aquilo que fará você uma pessoa parecida com seus melhores
anseios”. O dia é hoje, a hora é agora. Força na peruca, e vamos lá!
Nota: para você se inspirar,
vou deixar dois links com a história do Chris Nikic:
https://globoplay.globo.com/v/9026151/
https://www.youtube.com/watch?v=A7UPO5G462g

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