Pesquisar este blog

Seguidores

domingo, 1 de novembro de 2020

DEPRESSÃO, STRESS E PANDEMIA VERSUS DANÇA

Segundo a OPAS – Organização Pan-Americana de Saúde, a depressão é:

“um transtorno mental caracterizado por tristeza persistente e pela perda de interesse em atividades que normalmente são prazerosas, acompanhadas da incapacidade de realizar atividades diárias, durante pelo menos duas semanas.”

Ainda segundo a OPAS, as pessoas depressivas:

“normalmente apresentam vários dos seguintes sintomas: perda de energia; mudanças no apetite; aumento ou redução do sono; ansiedade; perda de concentração; indecisão; inquietude; sensação de que não valem nada, culpa ou desesperança; e pensamentos de suicídio ou de causas danos a si mesmas.”

No mundo todo, milhões de pessoas sofrem de depressão. Mas existe uma coisa positiva: a depressão pode ser tratada, e quanto antes, melhor. Para isso, existem os especialistas, bem como medicação própria. Além disso, existe um grande aliado no combate à depressão – a atividade física! Abaixo, está o link de uma reportagem sobre o assunto, vale a pena ler:

https://www.doutoragora.com.br/blog/cuidados-saude/como-vencer-a-depressao-com-atividade-fisica/

A dança é excelente para ajudar no combate à depressão, pois é uma atividade aeróbica, intensa, agradável, e que permite fazer novas amizades. Ajuda no controle da ansiedade e também diminui o stress do dia-a-dia. Durante as aulas, a aluna precisa se concentrar nas sequências e passos ensinados pela professora, e consequentemente esquece seus problemas. O momento da aula é um instante só seu.

Para que os resultados esperados sejam alcançados, a aluna precisa estar consciente de que a dança pode ajudar no processo de cura, e fazer a sua parte. E qual é a sua parte? Vir sempre às aulas, evitar a todo custo faltar, estudar em casa para fixar o que aprendeu em sala de aula. Não desanimar nunca, pois os benefícios são garantidos para quem persiste.

Quero ressaltar isso: a dança pode realmente curar uma pessoa de seus problemas mentais e físicos. Inclusive a dança é indicada por psicólogos, psiquiatras, ginecologistas, endocrinologistas e nutricionistas.

O momento pelo qual estamos passando é bem delicado, pois a pandemia de Covid-19 colocou o mundo de cabeça para baixo. Fomos forçados, para nossa própria segurança, a nos isolar. Isso aumentou o número de pessoas deprimidas, ansiosas e estressadas. Agora, já podemos voltar – com todas as medidas de segurança, é claro – às atividades físicas em sala de aula. Por que não aproveitar, então, para eliminar os nossos problemas através da dança? É muito melhor dançar do que remoer as tristezas.

Para quem está sofrendo de depressão, ansiedade ou stress, gostaria de citar as palavras da grande Hellen Keller:

“O otimismo é a fé em ação. Nada se pode levar a efeito sem otimismo.”

Para quem não sabe, Hellen Keller era cega e surda. Mesmo assim, com o precioso auxílio da professora Anne Sullivan, aprendeu a se comunicar, se formou e veio a ser uma famosa escritora e conferencista. Seja, pois, otimista de que irá vencer os seus problemas, e lembre-se de que tudo passa. E uma feliz dança para todos nós!

 

Fontes:

https://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5372:depressao-o-que-voce-precisa-saber&Itemid=822#:~:text=A%20depress%C3%A3o%20%C3%A9%20um%20transtorno,durante%20pelo%20menos%20duas%20semanas.

https://www.doutoragora.com.br/blog/cuidados-saude/como-vencer-a-depressao-com-atividade-fisica/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Helen_Keller




 

 

  

sábado, 31 de outubro de 2020

A BAILARINA E A TRANSMISSÃO DA CULTURA ÁRABE

A postagem abaixo foi uma sugestão da minha querida amiga Patrícia Prieto Garcia (saudades, Paty!). Ela me pediu para falar “como uma bailarina de danças árabes deve ser portar, levando em consideração a transmissão de uma cultura”.

Vejam bem, a dança do ventre não é apenas uma “dancinha”, como algumas pessoas podem pensar. Ela tem todo um contexto histórico e cultural, que devemos respeitar. Para isso, o que precisamos fazer?

Em primeiríssimo lugar, necessitamos estudar a parte teórica da dança do ventre, a história, as danças folclóricas, como elas surgiram, etc. Para isso, devemos evitar o conforto de aceitar qualquer explicação simplista (exemplo: a dança do ventre é apenas uma dança sensual), e realmente pesquisar, procurar, ler livros de quem realmente entende do assunto - sempre usando o nosso senso crítico. Procurar aprender sempre, cada vez mais. Isso é vital, especialmente para quem dá aulas de dança do ventre e/ou folclore árabe.

A partir do momento que conhecemos a história da dança do ventre, podemos esclarecer a pessoa leiga em relação a determinados fatos. O leigo não tem culpa de não conhecer a nossa dança, mas podemos tirar as dúvidas que porventura apareçam, bem como corrigir alguns preconceitos. Se uma pessoa, por exemplo, afirma que “as bailarinas que dançam na noite são garotas de programa” (pasmem, eu já ouvi isso!), eu acho que temos a obrigação de explicar que essas bailarinas são profissionais da dança, que estudaram por muitos anos e merecem respeito.

Outra coisa que podemos fazer é transmitir conhecimento através de matérias de jornal, blogs, redes sociais, etc. Quando eu digo transmitir conhecimento, quero dizer que você precisa fazer uma pesquisa séria, antes de colocar qualquer coisa no papel. Não pode fazer pesquisa de campo, pois o Egito fica longe? Procure livros e postagens elaborados por quem é do ramo da dança e sabe o que está falando. A partir daí, divulgue o que você aprendeu, com o intuito de levar o conhecimento a mais pessoas. Tive a honra de poder fazer isso quando era uma das anunciantes da Folha da Mulher, e também tenho este blog, cujo objetivo é preparar conteúdo para as pessoas que amam dança do ventre e folclore árabe.

Espero, de coração, que esta postagem seja útil para você. Lembre-se sempre que conhecimento nunca é demais. Fazer as coisas de forma superficial só trará resultados superficiais. E uma feliz dança para todos nós!

 


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

AMIRAH HADARA: "VENCER A SI MESMO, É A MAIOR DAS VITÓRIAS"

Bom, antes de entrar no tema propriamente dito, gostaria de contar um pouco da minha história. Me chamo Claudiane, sou professora de Geografia do Estado e sempre fui apaixonada por dança! Independente do estilo musical. Porém, a Dança do Ventre sempre me chamou muito a atenção, pelo fato de valorizar muito a autoestima feminina. No Norte do estado, onde morei até 2009, não dispunha dessa arte, então ao me mudar para São José dos Pinhais, comecei a pesquisar por locais que ofertassem essa modalidade de dança.

Foi aí que, em meio a algumas pesquisas, me deparei com o blog de uma professora chamada Aziza Mahaila, isso em setembro de 2011. Depois de muito pensar, ler o blog, assistir os vídeos, resolvi conhecer o estúdio, assistir uma aula e… me apaixonei!!! Em outubro de 2011, fiz minha primeira aula de Dança do Ventre!!! E adivinhem...Que sufoco!!! Pensei: 

“Aaah, isso não é pra mim, não.” 

Imaginem a cena: 

Uma moça com escoliose, introvertida, vergonha do seu corpo, ombros pra baixo para não mostrar os seios, pés pra dentro, insegura consigo… ou seja, tudo o que uma bailarina não é. Entra em cena então, a professora Aziza Mahaila, perfeccionista, me cobrava muito, mas muito mesmo, técnica, postura, assiduidade...e eu pensando:

"Não vou dar conta. Sou muito desastrada, insegura, só faço os movimentos errados, não sei diferenciar na música o que é direita, esquerda, diagonal. Vou desistir!” 

E a Aziza falando toda aula:

“Chamo sua atenção, pois sei que você pode melhorar. Te corrijo, pois quero que você se torne uma bailarina”. 

Eu via meninas que entravam depois de mim na dança e dançavam melhores que eu, e a professora Aziza continuava a corrigir, a me cobrar ( e isso acontece até hoje rsrsr).

Os anos foram passando, vieram ensaios e mais ensaios, apresentações, tive inúmeros motivos para desistir. Eu não confiava em mim mesma. Não acreditava na minha dança. Mas estava ali, firme, forte, ouvindo críticas (algumas construtivas, outras nem tanto), e fui entendendo que meu maior obstáculo na dança era eu mesma.

Passei a fazer aulas duas vezes na semana, o que ajudou muito a desenvolver meus movimentos, minha percepção musical, eu exigia cada vez mais de mim e a Aziza também. Estudava em casa, pedia ensaios extras no estúdio e comecei a acreditar que do meu jeito, respeitando o meu tempo, a minha evolução, eu poderia melhorar cada vez mais. A cada passo novo, a cada sequência realizada, os instrumentos que eu conseguia diferenciar na música, era uma vitória pra mim. E assim, fui construindo minha identidade na dança.

Eu só aceitei ter um nome árabe (Amirah Hadara), depois de quase seis anos na dança do ventre, a partir do momento que me vi e me senti como bailarina. Pois bem, em 2016, a Aziza veio com um mega desafio para mim e para outra amiga que dançava comigo: fazer estágio de um ano, dando aulas no estúdio, com a sua supervisão. No início fiquei meio receosa… 

“Será que eu consigo ensinar alguém a dançar? Bom, se ela quer que eu estagie, significa que não danço tão ruim assim.” 

Aceitei o desafio. E que desafio!!!

A partir desse estágio, além de ensinar, eu aprendi. Sim, aprendi e muito. Se antes desse estágio, eu aprendia única e exclusivamente para a minha evolução pessoal, agora eu teria que aprender a ensinar, ou como dizem os grandes educadores, aprender e apreender, isto é, não só assimilar o conhecimento, mas o mais importante, passá-lo a outra pessoa. Que responsa, heim, dona Claudiane!?

Passei pelo estágio e a Aziza me ofereceu uma turma. Meus queridos e minhas queridas, nunca estudei tanto na minha vida rsrs e continuo estudando!! De 2016 até os dias de hoje, o que mais tenho feito, é estudar a dança do ventre. Minha transformação foi tamanha, que ouso dizer que existiu uma mulher antes e existe outra depois da dança do ventre. Sou aluna da Aziza, pois continuo os meus estudos, e tenho minha turma de iniciantes. Uso o meu exemplo para essas alunas, dizendo que, se eu aprendi a dançar, qualquer mulher consegue.

Agradeço imensamente à professora Aziza Mahaila pelo aprendizado, os puxões de orelha (até hoje eu recebo hahaha), as correções, mas principalmente por acreditar em mim e não me deixar desistir. Nunca. Se eu tivesse desistido na minha primeira apresentação, que foi um caos (errei praticamente tudo), talvez eu não estaria aqui contando um pouco da minha história.

Me sinto realizada como mulher e como pessoa, pois na dança, aprendemos a admirar e a respeitar todos os corpos, todas as pessoas, sem distinção. A dança nos une, nos salva, nos torna irmãs, nos faz reencontrar a beleza que tantas vezes nos é suprimida. A Dança do Ventre é para todas!

Espero que o meu depoimento ajude vocês a entender que cada uma tem um tempo diferente. Cada aula é uma superação. Acreditem. Se dediquem a esta arte maravilhosa e nunca esqueçam a frase que está lá no estúdio: 

“Até uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo.”

Um beijo a todos e todas, nos vemos nas aulas.

Amirah Hadara - bailarina, professora e coreógrafa


Nota da Aziza: a Amirah Hadara, ou Clau, como eu costumo chamar, é meu grande orgulho. Sabe quando você vê o crescimento da bailarina, e conhece toda a história dela? Pois bem, é assim. E ela não dançava mal, não, era impressão dela. Só tem uma coisa que eu não concordo neste texto - eu sou bem boazinha e nem um pouco exigente - kkkkkk. 

Clau, parabéns pela sua trajetória na dança, que você realize todos os seus sonhos. Você é uma pessoa querida, uma bailarina super comprometida com os estudos, com a sua melhoria, e é uma ótima professora, as suas alunas adoram você. E muitíssimo obrigada pelo seu lindo depoimento, tenho certeza de que muitas pessoas irão se inspirar na sua trajetória. Gratidão!




domingo, 4 de outubro de 2020

MICHELLE KAYSER: "A IMPORTÂNCIA DO APOIO DO CÔNJUGE"

Nota da Aziza: este texto lindo e inspirador foi uma iniciativa e realização da minha aluna Michelle Kayser. Fiquei bastante emocionada com as palavras delas, e espero que vocês também fiquem. Qual dançarina nunca passou (ou viu alguma colega passar) por situações desagradáveis com o cônjuge, devido à falta de apoio? Eu, como professora de dança do ventre, já vi dezenas de casos chatos, como por exemplo o esposo que não queria que a minha aluna fizesse ensaios extras para um festival, e após a apresentação, virou para ela e falou assim: "Você não dançou bem.". E por aí vai. Acho muito pertinente o texto da Michelle, e minha palavra para ela é GRATIDÃO.

- x - x - x - 

Olá! Sempre passo sugestões de temas para os textos de minha professora, Aziza Mahaila.  Conforme enfrento meus próprios desafios, sempre imagino que muitas praticantes da dança do ventre passam por situações parecidas. Escrevo esse texto sobre os cônjuges em homenagem ao meu esposo, que me incentiva todos os dias e é o meu maior fã. Obrigada, meu amor!

Para começar, gostaria de esclarecer o que é, para mim, o apoio do cônjuge à bailarina. Não se trata apenas de não opor-se à prática da dança. É preciso que ele reconheça seus progressos, que ele cubra suas ausências nos afazeres domésticos, que não condene você pelos gastos financeiros, entre outras coisas.

Se você, bailarina/bailarino, estiver tendo de convencer seu companheiro/companheira todo o tempo da importância das aulas, ensaios e horas de estudo, possivelmente há outros aspectos de sua vida em que seu cônjuge pode estar desviando seus objetivos, apenas, na dança, isso fica mais evidente. Ou se, ao contrário, seu cônjuge estimula a sua melhora contínua, ele também pode ser a força motriz que você precisa pra atingir outros objetivos, que você, talvez, nunca ousou mencioná-los. Por isso acho válido analisar essa influência como "o todo" que é.

Existem muitos aspectos ligados ao sentimento de posse e ao machismo que podem embaçar a visão do seu cônjuge, deixando que apenas os preconceitos falem. Porque é isso que os preconceitos fazem. Impedem de que analisemos as coisas como elas realmente são. Também há uma ideia de que o desenvolvimento artístico é supérfluo, ignorando que a arte nos faz desenvolver melhor nosso cérebro e que, com isso, melhoramos nossos desempenhos em todas as áreas.

Eu entendo a dança como parte da minha vida e se algo não vai bem na minha vida, há um reflexo na dança. É preciso sempre tirar um tempo para reflexão e analisar qual é a raiz da crença do seu cônjuge de que a dança torna-se um problema. Muita reflexão!!!  Apenas a partir dessa reflexão, o diálogo entra em ação. Não é preciso citar que falar sem pensar pode ser desastroso. Um amigo meu muito querido, um senhor muito sábio, falou uma frase pra mim, quando eu era bem jovem e eu nunca esqueci:

“Palavras são jogadas ao vento, depois que você soltou-as, você não consegue pegá-las de volta para consertá-las.”

Como se trata dos nossos amores, uma situação de confronto nem sempre é bem-vinda. É preciso colocar o amor em primeiro lugar. A conclusão sobre quem está com a razão, nem sempre é produtiva. O objetivo não deve ser uma comprovação de sua sabedoria nos relacionamentos, mas sim uma negociação, onde cada um deve expor seus pontos para encontrar uma solução boa para ambos.

Seu cônjuge precisa ver que a dança é um investimento em você, e que a autoconfiança e satisfação que é possível encontrar no caminho da dança será benéfica na relação para ambos.

Espero que meus pensamentos colocados nesse texto possam ajudá-las a pensar no objetivo de melhorar suas relações com a dança e com seus amores. Até!



segunda-feira, 21 de setembro de 2020

FORTALECIMENTO MUSCULAR PARA A DANÇA DO VENTRE

A postagem de hoje foi uma sugestão da professora e bailarina Dih Raizel. Obrigada, Dih querida!

Já sabemos que a dança do ventre é uma atividade com inúmeros benefícios físicos, além dos mentais e emocionais. Porém, se a dança do ventre tem seus benefícios, isso não quer dizer que ela é uma modalidade 100% completa. Se quisermos a melhor condição possível para o nosso corpo, o ideal é complementar a dança com uma atividade de fortalecimento muscular. Esse fortalecimento tem por objetivo impedir lesões, que podem comprometer a saúde da bailarina, e até abreviar a sua carreira.

O trabalho de fortalecimento, além de ser benéfico aos músculos, tendões e articulações, também ajuda a proteger os ossos do corpo. Se a bailarina estiver com seus músculos fortalecidos, vai ter muito mais resistência para dançar. Sabem aquelas horas em que a gente fica só na meia ponta alta? Imaginem só se as nossas panturrilhas não aguentarem sustentar a nossa meia ponta, por falta de força muscular...

E quais atividades podem ajudar no fortalecimento dos nossos músculos? São várias: musculação, pilates, yoga, treinamento funcional, spinning, luta, crossfit, natação. Existe sempre uma modalidade que vai se encaixar nos seus gostos e objetivos, o importante é deixar o sedentarismo de lado e ter a iniciativa de fazer algo pela sua saúde.

Segundo o Blog Educação Física, o fortalecimento muscular proporciona os seguintes benefícios para o corpo:

“- Maior resistência;

- Aumento da massa magra;

- Melhora a postura;

- Melhora e protege as articulações;

- Melhora a estrutura óssea;

- Ossos mais resistentes;

- Aperfeiçoa o condicionamento físico;

- Estimula o funcionamento do metabolismo;

- Queima calorias e ajuda na redução de peso.”

No Blog da Treinus, eles citam outros dois benefícios:

“Equilíbrio

 Fortalecer os músculos pode trazer benefícios diretos em suas atividades cotidianas. Músculos fortes também melhoram o equilíbrio corporal, o que reduz o nível de quedas, por exemplo.

Questões crônicas

O fortalecimento muscular pode reduzir muitos sintomas como artrites e dores na coluna. Além disso inibe doenças cardíacas e até mesmo diabetes.”

Todos os benefícios acima citados serão extremamente úteis na sua dança. Qual bailarina não quer ter uma postura melhor, ou suas articulações protegidas? Que tal, então, traçar um objetivo, escolher a atividade complementar ideal e realizá-la? Com certeza, o nosso corpo vai agradecer!

 

Fontes:

https://blogeducacaofisica.com.br/fortalecimento-muscular/#:~:text=Modalidades%20que%20auxiliam%20o%20fortalecimento&text=A%20Muscula%C3%A7%C3%A3o%20contribui%20tanto%20para,de%20repeti%C3%A7%C3%B5es%20com%20menor%20carga.

https://www.treinus.com.br/blog/reforco-muscular-um-componente-importante-para-melhorar-o-rendimento-esportivo/

https://www.napontadope.com/fortalecimento-muscular-para-bailarinos/

 


 

 

  

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

DANÇA DO VENTRE: MUITO CARO PARA MIM?

Esta postagem foi sugerida pela minha aluna Michelle Kayser, e eu simplesmente adorei a ideia. Obrigada, Michelle!

O assunto é o seguinte: para fazer aulas de dança do ventre, os custos são muito altos? Essa modalidade não é apenas para quem tem muito dinheiro? Vamos por partes.

Em primeiro lugar, muitas pessoas comparam, indevidamente, os custos de aulas de dança do ventre com o preço de uma academia de musculação. Na academia, você pode frequentar diversas vezes na semana, e as pessoas acham que aula de dança uma vez na semana (no máximo duas vezes), é muito caro, em comparação com a academia. Mas esse tipo de pensamento é um erro, porque são atividades completamente distintas, e as aulas de dança do ventre são um curso de formação. Se você estiver em uma escola séria de dança do ventre, verá que as alunas não podem fazer aula em qualquer turma que desejar, porque existem níveis de aprendizado. Existem alunas iniciantes, outras que já começaram há algum tempo e algumas bem avançadas. Se misturarmos as turmas, quem está iniciando vai desistir por não conseguir acompanhar, e quem já está em um nível avançado também vai desistir, porque não poderá aprender coisas novas. Existe mais uma diferença em relação à academia: nas aulas de dança do ventre, a professora usa uma metodologia de ensino, e está o tempo todo ensinando, observando e corrigindo as suas alunas. Então, repito – nunca compare os custos de academia com os da aula de dança.

Em segundo lugar, existem os benefícios que a dança traz para a nossa saúde, e isso não tem preço. Já falei sobre isso em diversas postagens. Esses benefícios fazem com que você economize dinheiro, com toda certeza. O que você prefere - gastar com remédios ou com aulas de dança? Então as aulas não são um custo, mas sim um investimento na sua saúde. Seguem abaixo alguns links de postagens sobre os benefícios da dança do ventre, vale a pena ler:

http://azizamahaila.blogspot.com/2020/05/beneficios-da-danca-do-ventre.html

http://azizamahaila.blogspot.com/2012/05/atividade-fisica-na-epoca-do-frio.html

http://azizamahaila.blogspot.com/2019/10/nota-este-texto-originalmente-foi.html

Em terceiro lugar, os custos para fazer aulas de dança do ventre são iguais, ou muitas vezes, menores que os de qualquer outra atividade. Se você só quer iniciar seus estudos, não vai precisar comprar roupas especiais, no máximo vai gastar com um xale de moedas para os quadris. Qualquer roupa normal de ginástica pode ser usada nas aulas de dança do ventre. Na sua maioria, as professoras de dança do ventre não exigem que as alunas façam aulas trajadas com trajes próprios para a dança do ventre.

Afinal, quando começam os gastos mais pesados? Geralmente, quando são feitas as apresentações. Os trajes de dança do ventre são feitos à mão, então não são muito baratos, mesmo assim, o bom senso pode ser usado: se você é iniciante, precisa mesmo comprar o traje mais caro de todos? Obviamente que não. Se para cada coreografia a sua escola pede um traje diferente, você precisa dançar em todas as coreografias do mesmo espetáculo? Claro que não.

Na minha escola, fazemos o seguinte: compramos um conjunto de top e cinturão em um tom neutro, e a cada espetáculo só vamos mudando as saias. Dessa forma, conseguimos usar o mesmo figurino por três ou quatro anos (e ninguém percebe). Outra alternativa, caso a sua escola não peça trajes iguais para todas as alunas, é comprar de quem está vendendo figurino usado. Existem muitos grupos nas redes sociais para esse fim. Você também pode aprender a bordar o seu próprio traje de dança.

Além dos figurinos de dança, existem os gastos extras com workshops, acessórios, festivais de dança. Se você quer se profissionalizar, recomendo fortemente os investimentos nos workshops. Aprendizado é uma coisa que nunca ninguém tira de você. Quanto aos acessórios, evite gastar rios de dinheiro com coisas que você não vai usar. Está fazendo a primeira aula, e já quer espada, todos os tipos de véu, etc. e tal? Respire e veja se, de fato, esses acessórios serão usados agora. Os festivais de dança também são excelentes investimentos, tanto para assistir e educar o seu gosto, quanto para fazer os workshops.

Agora, vamos às palavras da própria Michelle:

“Somos levadas a pensar que o que queremos para nós é supérfluo. Sempre priorizamos as vontades dos outros. Fomos educadas para servir. Mas um hobby como a prática semanal de futebol tem gastos próximos aos da dança. Uma escola de natação ou música também. Quem me fez pensar diferente, foi meu querido esposo. Quando citei os custos de figurinos e acessórios ele falou:

‘Gasto muito mais com meu esporte do que você gastaria com a dança. Não se preocupe, se eu gastar com meu esporte, então podemos gastar com sua dança.’

Ainda nas palavras da Michelle:

“Parece que as pessoas querem ouvir que gastamos verdadeiras fortunas para justificar o fato delas não se dedicarem a nada. Eu não deixo os comentários sobre a ‘fortuna’ que gasto comigo me afetarem. Não deixo que me façam sentir culpada ou egoísta, pois essa é só mais uma forma de reprimir as mulheres.”

Gente, não dá orgulho de ter uma aluna assim? Pois assim são as minhas alunas: mulheres trabalhadoras, que sabem o que querem e vão atrás. Que tal dançar e ser feliz, sem se sentir culpada?



 

 


domingo, 6 de setembro de 2020

DISTRIBUIÇÃO DE PESO E BASE DE PÉS

Esta postagem foi sugerida pela Camila Acosta. Ela pediu que eu falasse sobre a base dos pés e a distribuição do peso em movimentos simples e combinados. Vou falar primeiro sobre a distribuição do peso.

Na dança do ventre, as bases de apoio mais utilizadas são: os dois pés no chão, os dois pés em ½ ponta alta e a pose oriental. Quando os dois pés estão no chão, a distribuição do peso pode ocorrer das seguintes formas:

- nos dois pés, por igual;

- na lateral externa de um dos pés;

- na parte interna de um dos pés;

- nos dedos dos pés;

- nos calcanhares.

Um exemplo – se formos fazer um redondo horizontal no sentido horário com o quadril, o peso vai para a lateral externa do pé esquerdo, passa pelos dedos, depois para a lateral externa do pé direito e por último pelos calcanhares. Outro exemplo – para fazer um oito para cima, subindo os calcanhares, o peso vai para a lateral externa do pé direito, na subida do quadril ele vai para a ponta dos dedos e na descida do quadril ele transfere para o dedão.

Já se você estiver em ½ ponta alta, vai precisar usar a alternância de peso, se quiser fazer qualquer deslocamento ou movimentação com o quadril. Em ½ ponta alta, é impossível, por exemplo, fazer o twist, se as pontas dos dois pés estiverem no chão, sempre será preciso usar a alternância entre o pé direito e o esquerdo.

Na pose oriental, em que um pé serve de base e o outro está posicionado à frente em ½ ponta, o peso sempre vai estar na perna de base, nunca na perna da frente.

Agora vou falar sobre a questão da base de pés na dança. Um vídeo didático muito interessante que trata, entre outras coisas, das questões da base de apoio, é o DVD “Deslocamentos em cena”, da Mahaila El-Hewa. Neste DVD, ela fala sobre os movimentos em 1, 2, 3 e 4 apoios. Aconselho bastante o estudo deste DVD, que com certeza vai ajudar na sua dança. Vamos a um exemplo muito prático, utilizando a batida lateral de quadril, com os dois pés no chão:

- Em 1 apoio, você pisa à frente com perna direita, batendo quadril e em seguida pisa à frente com a outra perna, batendo quadril. Isso significa que para cada troca de peso, é feito um movimento de quadril.

- Em 2 apoios, você abre perna direita na lateral, batendo quadril e em seguida junta a perna esquerda, batendo quadril. Para finalizar o movimento, você vai precisar de duas trocas de peso.

- Em 3 apoios, você cruza perna direita atrás, batendo quadril, marca a perna esquerda no lugar, batendo quadril, volta com perna direita, batendo quadril. Ou seja, para fazer o movimento completo, vai fazer três trocas de peso, com três batidas de quadril.

- Em 4 apoios, você pisa com perna direita frente, marca esquerda, pisa com direita atrás, marca esquerda, tudo com batida de quadril. São quatro transferências de peso e quatro batidas.

Nos quatro exemplos acima, falei apenas de um movimento, a batida lateral de quadril. Agora imagine só se aplicarmos essas quatro bases para todos os outros movimentos! As possibilidades são infinitas. Por isso, volto a recomendar o DVD da Mahaila, é muito bom mesmo.

Na questão dos movimentos combinados, a Mahaila sugere também misturar movimentos diferentes na mesma base de pés. Vamos a um exemplo, feito em 3 apoios: cruza a perna esquerda à frente, batendo o quadril, e em seguida faz oito para baixo com quadril direito e depois com o quadril esquerdo. É uma sequência utilizando a base de 3 apoios, mas com dois passos diferentes, a batida lateral e o oito para baixo.

Espero que a postagem tenha sido útil. Fiquem à vontade para colocar seus comentários. Obrigada, Camila!